Abobado

Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

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Adeus, meu grande e fiel amigo!

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Written by Abobado

7 de março de 2012 at 14:28

Ei, ei, ei, Valmir é nosso rei

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Em novembro de 2008 publiquei um post relatando minha visita ao Valmir Martins, fazendo rápidos comentários sobre a sua força e determinação na batalha contra um câncer. Naquela época ele tava bem e falando mais do que o homem da cobra.

De lá pra cá muita coisa mudou. Deu uma recaída no coroa e quase que capotou de vez.

Mas o bicho é forte pra caramba. Deu a volta por cima novamente e está aí, forte que nem um touro (exagero, né?) e mostrando pra manezada como é que se dribla e dá goleada em situações de extrema gravidade e de difícil assimilação e aceitação.

O Mário Motta foi na casa do Valmir no dia 17/03/2010 e mandou essas imagens que agora publico, dividindo com vocês a mesma alegria e a esperança de em breve vê-lo em plena atividade e no nosso convívio diário através do chat da rádio CBN de Florianópolis.

E a grande heroína nessa luta toda, a mulher do Valmir, dona Fátima, merece também os nossos cumprimentos e uma medalha de diamante por carregar uma mala dessas por tanto tempo.

Segura as pontas, Valmir. O céu pode esperar!

Written by Abobado

30 de março de 2010 at 23:16

Matei minhas amigas

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Operação abelha na Cabeçuda: Bombeiro Rogério vestido para matar

Não tive alternativa. A presença de novos vizinhos me obrigou a matar abelhas amigas que há mais de um ano e meio eram companheiras da minha solidão semanal.

Durante esse período convivemos em paz e harmonia. Um respeitando o espaço do outro. Iam e vinham o dia inteiro, voavam sobre a minha cabeça, se divertiam na tela do computador, da TV e faziam festa na luz fluorescente da cozinha, onde muitas, exaustas, jaziam no chão e aguardavam a cerimônia de sepultamento pela manhã. Eu as tratava com dignidade, afinal estavam a cuidar de uma rainha. Elas respondiam com fidelidade e jamais se mostraram hostis com este servo que as hospedou durante todo esse tempo.

No começo de minha parceria com as abelhas confesso que o medo cercava os meus dias aqui em Laguna; temia não só por mim, mas também pelo meu cachorro, o Pimenta. Com o tempo percebi que era possível essa familiaridade desde que um não atrapalhasse a vida do outro.

O tempo foi passando, a prole se multiplicando a cada dia. A produção estava dando certo, pois nos dias em que batia vento sul por aqui era possível sentir o aroma delicioso do mel que as meninas produziam.

Posso dizer que foram bons meses os que passamos juntos; juro que me doeu no coração vê-las dizimando assim, de uma forma tão violenta. E o pior de tudo é que nem tive a honra de conhecer a rainha, coitada, que ficou sem chance de tirar a coroa e morrer com dignidade.

Gente boa pra caramba: Bombeiros Justino, Damásio e Rogério, orgulho da Laguna

Os responsáveis pela penosa, porém necessária extinção foram os valorosos bombeiros Justino, Damásio e Rogério. O Justino, por sinal, ao ver o meu computador ligado nem quis saber muito das abelhas. Pediu pra procurar na internet uma música cantada pela dupla Osvaldir e Carlos Magrão. Qual a peça? “Vida de Bombeiro”, Faixa 13 do CD “Lua Bonita”.

Parecia um daqueles filmes bem doidos, tipo dois assassinos matando uma família inteira e um escutando música mantendo dois reféns sob sua “mira” (eu e o Pimenta). As abelhinhas agonizando com o álcool sobre elas, voando sem rumo e eu fazendo sala pro bombeiro ouvindo uma naba de música.

317 é cachorro na centena: Bombeiro Justino, a orca e o simpático Damásio. Meu fetiche realizado

Mas os caras foram super legais, como é peculiar nesses heróis que fazem parte do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina.

Minhas amigas se foram de uma forma trágica. Melhor seria se tivessem se mudado antes, procurado outro lugar como algumas espécies o fazem. Esperei que isso pudesse acontecer. No fundo acho que sentiam que o fim delas estava marcado para esta noite do dia 30 de janeiro (22h13m começou o genocídio). Por incrível que  pareça hoje, apesar do calor que fez aqui em Laguna, foi o dia em que as abelhinhas menos trabalharam. É sério, gente!

Vão em paz, minhas amigas. Não sei se existe céu para abelhas, mas o andar de baixo por certo não deve ser o meu destino. Não por este motivo. Foi um mal necessário.

E pra encerrar esse papo melancólico, antes elas do que eu!

Importante: A remoção/extinção de ninho de abelhas deve ser executado por pessoas qualificadas ou pelo Corpo de Bombeiros. Nunca tente fazer isso por sua própria conta pois o risco é muito grande. Mas para os curiosos eu vou dizer o que eles utlizaram e o que fizeram para exterminar os insetos: cinco litros de álcool (de carro ou de uso doméstico), pó de gafanhoto e uma bucha de pano (não fornecem o material). Injetam o álcool com uma bomba de pulverizar no local onde as abelhas estão alojadas, colocam o pó de gafanhoto (Neocid, coisas do tipo) e tapam a saída/entrada do ninho com a bucha de pano. Esse trabalho é feito somente no período noturno. Para cachopas de abelha ou marimbondo eu não sei como faz.

As abelhas que conseguem escapar ajojam em mais ou menos meia hora. É conveniente fechar portas e janelas durante a operação e não esboçar qualquer reação caso alguma delas passe zunindo pela sua frente.

O telefone do Corpo de Bombeiros da Laguna é 48-3647-0411. Se ligar daqui para o 193 vai dar lá em Braço do Norte. Coisa de doido, mas é a realidade.

Written by Abobado

31 de janeiro de 2009 at 01:08

A menina do BIG

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Tô nem aí: menina na fila do caixa do supermercado BIG

Dia de promoção de leite no BIG da via expressa. Dizem que é coisa de pobre. E de fato é. Mas tá todo mundo lá. Fila em posto de combustível não se vê. Quem reclama do preço da gasolina?

E qual é a pior hora no dia em que tem promoção de leite no BIG? Claro, passar no caixa. Um inferno.

Nesse dia (10/01/2009) em que fui com minha mulher Mariza, ficamos esperando para passar no caixa por mais de 40 minutos. Normal, mas enche o saco! Pior é ver que tem um monte de gente que leva criança de colo pra fazer compras no dia de promoção de leite no BIG. Na nossa frente um casal com duas filhas.

Essa menina da imagem, lindíssima, mantinha sua serenidade sentadinha no carrinho de compras enquanto os pais discutiam sem parar e tentavam acalmar a irmã mais novinha que chorava e pedia insistentemente o colo da mãe.

A bicha não andava, a máquina do caixa não lê o código de barras, gente pagando conta de luz, mas a leitora que deveria automatizar esse processo também não funciona; a rapariga do caixa pergunta que tipo de abacaxi é aquele que a pessoa pegou, o cliente não sabe e lá vai a moça de patins saber qual o sexo da fruta; e a fila não anda; as pessoas reclamam; um fica na fila pra não perder o lugar, outro vai dar uma volta e pegar alguma coisa que esqueceu.

É evidente que além do movimento que se verifica em dias de promoção, as filas são um prato cheio para os donos de supermercado porque a gente sempre acha que esquece de alguma coisa quando fica um tempão esperando para pagar as compras. Aliás, quem é que vai num supermercado e só leva aquilo que planejou antes de entrar no recinto, né?

Mas a menina permanece ali, imponente, alheia a tudo e todos, fazendo jus à sua origem oriental: tudo zen!

Dia de promoção de leite no BIG. Valeu a pena pela imagem que captei.

Written by Abobado

29 de janeiro de 2009 at 14:02