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HISTÓRIA – UM VÍDEO: O direito de resposta que Lula ganhou contra Paulo Henrique Amorim, na Band, em 1998; 14 anos depois, sob o comando do PT, estatais patrocinam a página do gigante que não mudou de método nem de lado: continua a combater a oposição

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Vocês precisam ver o vídeo abaixo. Por quê? Em 1998, Luiz Inácio Lula da Silva concorria à Presidência da República pela terceira vez — faria o mesmo mais duas vezes. Nota à margem: os “especialistas” Carlos Melo, Fernando Abrucio e Marco Aurélio Nogueira não pediam “renovação no PT”. Sigamos. Paulo Henrique Amorim era o chefão do “Jornal da Band”. Como sabe qualquer jornalista, ele combate a oposição desde o governo de João Figueiredo.

Muito bem! Em 1998, empreendeu uma verdadeira campanha para tentar provar que Luiz Inácio Lula da Silva havia cometido uma série de ilegalidades para comprar o apartamento de cobertura em que mora ainda hoje, em São Bernardo. Nada ficou provado.  Paulo Henrique usou contra Lula os mesmos métodos que emprega hoje contra políticos da oposição, especialmente José Serra. Atuava com o mesmo rigor jornalístico…

Lula ganhou um direito de resposta na Band. Vejam o filme em que Lula se refere a suas reportagens. Jamais se esqueçam de quem está falando… Volto em seguida.

Voltei
Paulo Henrique Amorim é quem é. E Lula também! Notem que, ao se defender, não deixa de sugerir que lhe fofocaram algo sobre a vida privada de FHC. A resposta a Paulo Henrique Amorim vem acompanhada de um ataque — para não variar — à imprensa como um todo. Num direito de resposta, aproveita para fazer mais uma crítica irresponsável ao Proer, um dos pilares da estabilidade que tanto bem faria a Lula cinco anos depois. Tanto é assim que, na quebradeira de 2008, ele próprio sugeriu aos EUA que adotassem o nosso… Proer!!!

Não, senhores! Paulo Henrique Amorim, do governo Figueiredo ao segundo governo FHC, nunca foi de esquerda. Ao contrário: o, vá lá, ícone do petismo — Lula — era um de seus alvos permanentes. E ele o atacava com a mesma convicção e as mesmas armas com que ataca hoje oposicionistas e supostos “inimigos do regime”. O Apedeuta não o suporta até hoje, embore o PT trate muito bem este gigante do jornalismo brasileiro. O vídeo que vai acima vale como um documento de sua coerência.

Hoje, este patriota [Paulo Henrique Amorim] faz o seu trabalho com patrocínio estatal. Primeiro foram os Correios — R$ 40 mil por mês! Agora, é a Caixa Econômica Federal que financia a sua página, em que se constata uma implacável campanha contra a oposição e contra um ministro do Supremo. Também é lá que se sustenta que “negro de alma branca” não é uma expressão que ofende os negros. Terá sido por isso que um filme de CEF inventou um Machado de Assis branco?

Por Reinaldo Azevedo

Bruno Daniel: ‘Gilberto Carvalho levava dinheiro para o PT’

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Irmão de Celso Daniel, cujo assassinato completa dez anos nesta quarta, deu entrevista bombástica à Band; disse que o atual secretário-geral da Presidência levou R$ 1,2 milhão da propina arrecadada em Santo André para a campanha de Lula em 2002; “Meu irmão deu a vida pelo PT”, disse ele

Depois de se exilar em Paris, Bruno Daniel, um dos irmãos de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André (SP) que foi assassinado brutalmente no dia 18 de janeiro de 2002, está de volta ao Brasil. E deu uma entrevista exclusiva à TV Bandeirantes, que acaba de ser levada ao ar no jornal da Band. “Meu irmão deu a vida pelo PT”, disse Bruno Daniel.

Ele afirmou que o ex-prefeito comandava um esquema de arrecadação de propinas em Santo André, para financiar campanhas do PT – inclusive a disputa de 2002, que levou Luiz Inácio Lula da Silva ao poder. Bruno conta que a revelação foi feita pelo ex-secretário de Santo André e atual secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

“Ele nos contou que levou R$ 1,2 milhão em espécie para o PT no seu corsinha preto”, disse Bruno Daniel. O valor teria sido entregue ao então presidente nacional do partido, José Dirceu.

O assassinato de Celso Daniel completa dez anos nesta quarta-feira. O empresário e ex-assessor da prefeitura de Santo André, Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, deve ser julgado neste ano como mandante do crime.

De acordo com a reportagem exibida pela Band, Celso Daniel comandava o esquema de arrecadação de propinas, mas não concordava com a destinação de recursos para finalidades não partidárias. Por isso, teria sido assassinado, assim como várias pessoas que presenciaram o jantar entre Celso Daniel e Sérgio Gomes da Silva numa churrascaria de São Paulo, antes do sequestro do ex-prefeito.

Bruno Daniel conta que se exilou em Paris por medo de ser assassinado. Mas diz que decidiu voltar para resgatar a verdade e a memória do irmão. “Fatos como esse não podem se repetir”, disse ele.

Em 2002, Celso Daniel coordenava a campanha de Lula à presidência da República. Depois do assassinato, foi substituído por Antonio Palocci. Caso a tragédia não tivesse ocorrido, ele poderia estar hoje sentado na cadeira de presidente da República. Teria sido ministro da Fazenda de Lula e provavelmente seu candidato em 2010. Brasil 247