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Enchentes no Rio de Janeiro: A quem cabe a falha histórica pela morte de quase 600 pessoas na Região Serrana

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altTragédia no Rio de Janeiro: Enterro das vítimas dos temporais lota cemitério de Teresópolis

Esses petistas morrem e não dão o braço a torcer. Quase 600 pessoas morreram na Região Serrana do Rio e não tem uma "autoridade" desse governo que tenha a dignidade de dizer "mea culpa". E cada hora vem um com uma historinha diferente tentando esconder o "sapo" do seu ombro. Hoje, foi a vez do ministro da Justiça José Eduardo Martins Cardozo, que culpa como "falha histórica" do Estado a tragédia do Rio. E é claro que, quando diz "falha histórica", ele quer que o leitor entenda que essa "falha" não inclui a história de oito anos do PT no poder. Quando você lê "histórica" o seu subconsciente está lendo "coisa antiga". Entendeu o recado? Viu como é que se tenta jogar "verdes" para a opinião pública?

A verdade é que o PT teve a oportunidade de reparar essa "falha histórica" durante o governo do ex-Imperador e não o fez.

Quando Debarati Guha-Sapir, consultora externa da ONU e diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres e uma das maiores especialistas no mundo em desastres naturais e estratégias para dar respostas a crises, afirma que o "Brasil não é Bangladesh e não tem nenhuma desculpa para permitir, no século 21, que pessoas morram em deslizamentos de terras causados por chuva", ela joga na lama afirmações como estas do ministro da Justiça e de qualquer outra "autoridade" desse governo.

E ela vai mais longe quando diz que a prevenção não custa caro e que o "Brasil é um país que já sabe que tem esse problema de forma recorrente. Portanto, não há desculpa para não se preparar ou se dizer surpreendido pela chuva. Além disso, o Brasil é um país que tem dinheiro, pelo menos para o que quer, afirma Debarati.

Veja, por exemplo, uma das tecnologias de prevenção que este blogueiro encontrou na internet. É da empresa Esteio, que usa a tecnologia LIDAR, que é feita a partir de Mapas de Gerenciamento de Risco de Inundação que são capazes de obter de forma rápida e precisa informações referentes a topografia da região, detectando as possíveis áreas de risco ou viabilizando projetos para prevenção de enchentes ou até mesmo um novo plano de ocupação de um município. Como exemplo de emprego da tecnologia LIDAR para Modelagem de Terreno é possível simular a variação de nível da água sobre uma região. O mapa simulado de Inundação do Município de Pirapora é uma amostra do detalhamento do Modelo Digital do Terreno gerado a partir de dados LIDAR. Com ele, é possível conhecer a trajetória que a água vai percorrer a cada metro de uma provável elevação do nível das águas do rio. Veja a simulação:

altSimulação com elevação do nível em 1 metro

altSimulação com elevação do nível em 2 metros

altSimulação com elevação do nível em 3 metros

altSimulação com elevação do nível em 4 metros

Como você pode notar, não se trata apenas de "falha histórica" e sim "falha de irresponsabilidade". Uma tecnologia como esta, acessível a qualquer município, se usada como forma preventiva dentro de um plano estratégico do Governo Federal para as regiões de riscos, poderia ter evitado tragédias como a de Angra dos Reis e esta da Região Serrana do Rio e outras "históricas".

"Enchentes ocorrem sempre nos mesmo lugares, portanto, não são surpresas. O problema é que, se nada é feito, elas aparentemente só ficam mais violentas", diz a consultora da ONU, Debarati.

A seguir dois vídeos. No primeiro, você assiste a força das águas do rio "engolindo" uma casa  em Carapicuíba (SP) e no segundo, um exemplo de tecnologia que vem do Japão, um país castigado várias vezes por ano por catástrofes naturais e que consegue evitar mortes e enchentes.

"O Brasil praticamente só tem um problema natural e não consegue lidar com ele. Imagine se tivesse terremoto, vulcão, furacões…" Guha-Sapi Debarati/ONU.

Blog do Lúcio Neto

Indicação para leitura: Otávio Di Mello via Twitter (http://twitter.com/otavio_di_mello)

Foto: Bruno Domingos/Reuters

Farinha do mesmo saco: Datafolha também faz parte da conspiração para eleger Dilma

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Por Lúcio Neto
 
É preciso voltar um pouco ao passado para entender o presente. O passado nos mostrava o candidato Zé Serra com uma aceitação em torno de 45% antes mesmo de se lançar candidato. Já a candidata Dilma oscilava na faixa dos vinte a trinta e poucos por cento.
 
A partir do momento em que foi anunciada a sua candidatura ele caiu em queda livre em todas as pesquisas até chegar às vésperas da estréia do horário eleitoral com este último resultado da pesquisa Datafolha 33% x 41%.
 
Vamos analisar esse fato atípico. Aqui cabem várias perguntas:

– Será que o eleitor brasileiro queria Zé Serra apenas como promessa de ser candidato?
– Por que deixar de votar nele a partir do momento em que foi anunciada oficialmente a sua candidatura?
– Será que de uma hora para outra o eleitor entendeu que ele não tinha as melhores credenciais para ser presidente do Brasil?
– Que escândalos prejudicaram a imagem do Zé Serra no período?
– Será que o eleitor não aprovou a sua performance no debate da Band?
– Que fatos negativos marcaram a imagem do Zé Serra nesse período?
– Será que ele foi muito mal na entrevista do Jornal Nacional?

Em contraponto, a candidata petista sobe mais do que balão inflado. Por que?

– Será que o eleitor reconheceu que o passado de guerrilheira da candidata é um ponto positivo em seu currículo?
– Será que o eleitor não viu nada demais no escândalo dos aloprados petistas do Lago Sul que foram pegos com a mão na botija produzindo mais um dossiê contra o Zé Serra?
– E o escândalo da quebra do sigilo fiscal do Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, foi considerado pelo eleitor como um fato normal?
– Será que o eleitor não entendeu o significado da denúncia do vice do Zé Serra, Índio da Costa, sobre as ligações do PT com as Farc, uma organização criminosa que mata, rouba, sequestra e faz tráfico de drogas?
– E o plano de governo da candidata apresentado ao TSE com todos aqueles temas polêmicos como aborto, censura à mídia e etc.,?
– E o debate da Band? A candidata Dilma deu um show? E teve também uma excepcional participação na entrevista do Jornal Nacional?

O pano desce rápido. Vamos para outra cena também no passado.

Chuva de releases petistas veiculados em espaços generosos na mídia, apontavam para um desempenho extraordinário da candidata petista e faziam previsão de uma virada até meados de agosto, nas proximidades do início do horário eleitoral. Contavam que aos poucos, a petista estava derrubando mitos do Zé Serra como a sua liderança no Sul do país e em São Paulo. A virada em Minas Gerais, terra do Aécio Neves, era tida como certa.

Novamente o pano desce. Vamos para um análise atemporal.

Esse cenário esboçado pela central da campanha da candidata petista tem como aliada, praticamente, toda a mídia brasileira e para torná-lo crível aos olhos do eleitor adicione o elemento surpresa: os institutos de pesquisas.
 
A estratégia foi bem planejada e demorou um pouco para a ficha cair. Dois institutos, Sensus e Vox Populi, saíram na frente trombeteando resultados favoráveis à Dilma. O Ibope manteve-se numa posição intermediária com resultados favoráveis à candidata petista de uma forma mais discreta. O Datafolha fez o papel de bom moço. Suas pesquisas diziam que os demais estavam exagerando. Não é bem isso. Vamos com calma.

Tudo, mas tudo mesmo, religiosamente bem organizado e planejado. E não poderia ser diferente com tanta grana bancando esses serviços de manipulação da verdade.
 
E, finalmente, chegou o momento da grande virada como previsto pelo comitê central da petista. Os três, Ibope, Sensus e Vox, uma semana antes se alinharam nos seus percentuais. Em campo, o Datafolha preparava o complemento dessa farsa e anuncia de forma bombástica que Dilma está a três pontos de ganhar o jogo no primeiro turno.
 
Heresia maior do que essa é acreditar que Colgate é o único creme dental recomendado por todos os dentistas.

Manchetes pipocaram para tentar consolidar a conspiração:

"Pesquisa aponta que Serra caiu nos Estados que mais visitou"

"Dilma evita salto alto e diz que pesquisa mostra que campanha está em bom caminho"

O que eles querem dizer é que a campanha do Zé Serra é igual a caranguejo, ou seja, anda para trás. Quanto mais fatos positivos ele cria, quanto mais gente visita, quanto mais viaja, quanto mais palestras para associações e grupos ele faz, mais os seus índices de aceitação vão pro brejo da cruz.
 
Já a da Dilma é um mar de prosperidade. Ela é a galinha dos ovos de ouro. Suas palavras "gagas" soam como canto de sereias aos ouvidos dos "Ulisses" espalhados nos mais diferentes rincões do país. O Brasil inteiro se rende aos encantos de uma candidata que com a sua varinha mágica de condão vai conquistando milhões de eleitores que se prendem à calda majestosa de seu vestido de rainha. O seu desempenho é tão fantástico, tão extraordinário que nem mesmo Lula chegou nem perto de performance igual.

Isso, chama-se CONSPIRAÇÃO. Poderosos grupos de comunicação e empresas que apóiam essa conspiração estão brincando com fogo. E quem brinca com fogo está sujeito a queimar-se.
 
Aproveito para recomendar dois artigos: um escrito por Bia Barbosa da Carta Maior " As trombetas anunciam perigo à vista!" e o outro "Casa de Maribondo" do jornalista Carlos Chagas.
 
E aqui, nós vamos provar para você mais uma vez, que também essa pesquisa do Datafolha foi grosseiramente manipulada. O Datafolha deu uma de guardião da verdade apenas para reforçar a tese da conspiração. Agora, com esse resultado, alia-se aos demais, na tentativa de consolidar uma pretensa verdade só expressa em números manipulados.
 
Vamos aos dados. Antes, veja o que o Datafolha promete no seu Plano Amostral registrado no TSE:

"A amostra é estratificada por região geográfica, Unidade da Federação, e natureza (capital, outros municípios da região metropolitana ou interior) dos municípios. Em cada estrato, num primeiro estágio, são sorteados os municípios que farão parte do levantamento. Num segundo estágio, são sorteados os pontos de abordagem onde serão aplicadas as entrevistas. Por fim, os entrevistados são selecionados aleatoriamente para responder ao questionário, de acordo com cotas de sexo e faixa etária."

É o mesmo que o juramento de um médico:
PROMETO:
Que ao exercer a arte de curar, me mostrarei
Sempre fiel aos preceitos da honestidade,
Da caridade e da ciência. Penetrando
No interior dos lares, meus olhos serão
Cegos, minha língua calará os segredos
Que me forem revelados os quais terei
Como preceito de honra; nunca me servirei
Da minha profissão para corromper
Os costumes ou favorecer o crime.
Se eu cumprir este juramento com
Fidelidade, goze eu a minha vida e a minha
Arte com a boa reputação entre os homens
E para sempre; se dele me afastar
Ou infringir suceda-me o contrário.

Mas, hoje, a mentira ficou tão banalizada que poucos profissionais cumprem o que prometeram nos seus juramentos solenes.

Acompanhe quadro a quadro como se faz para se servir de uma profissão e corromper os costumes para favorecer o crime da manipulação da verdade.

No total, foram ouvidos 10.856 eleitores em 382 municípios. A nossa soma geral de municípios que você vai ver no Resumo/BR, totaliza 370 porque deixamos de computar cidades administradas pelo PV e algumas, não todas, do PTB, porque não tivemos como confirmar a qual dos dois candidatos estavam coligadas nos Estados.
Vamos apresentar inicialmente os mapas por região, depois os destaques estaduais e na seqüência, comparativos por região e destaques estaduais com a pesquisa do Ibope.

Nesta região a Dilma teria supostamente 8.317.817 votos contra 6.383.441 votos do Zé Serra. Foram visitadas 33 cidades, sendo 23 do PT ou de partidos coligados contra apenas 8 do PSDB ou coligados.


 

 
Na Região Nordeste, Dilma, a sereia, supostamente teria 17.684.750 votos contra apenas 9.022.831. Foram visitadas 108 cidades tendo o "sorteio" escolhido 83 cidades do PT ou de partidos coligados e somente 25 do PSDB ou de partidos coligados. No nosso entendimento, esta Região ocupa destaque na estratégia da conspiração. Eles vão querer compensar resultados do Sul e São Paulo para manter Dilma na dianteira e assim distânciá-la do Zé Serra.


 

Aqui os estrategistas perderam a vergonha completamente. Para colocar Dilma na frente, eles sumiram com grande parte dos votos de Zé Serra em São Paulo, aumentaram a diferença no Rio de Janeiro e descolaram a petista em Minas. E para isso, nem precisa de calculadora científica. A Dilma ficou com 21.594.725 votos e Zé Serra com apenas 20.427.443 votos. Vá observando que o que eles fazem são intervenções cirúrgicas de alta precisão. Foram visitadas 134 cidades, sendo 93 do PT ou coligados e apenas 41 do PSDB ou coligados.

 


 

 

O bolo dessa região eles deixaram para comer mais tarde. Aí seria demais e nem sapo à beira da lagoa iria sapear. O Zé Serra supostamente tem 8.237.506 votos e Dilma 6.831.103 votos. Foram visitadas 98 cidades sendo 79 do PT ou de coligados e apenas 19 do PSDB ou de coligados.


 

Veja o Resumo/BR

Que belo cenário para uma manipulação, não? De 370 cidades visitadas escolhidas por "sorteio" 278 são do PT ou de coligados e apenas 92 do PSDB ou coligados. Esse suposto resultado de 41% para Dilma e 33% para o Zé Serra está ancorado nele.


 

 

Vamos analisar agora alguns destaques estaduais, estados que o Datafolha entrevistou mais eleitores. A seguir vem a Bahia.

Parece que os Orixás baianos escolheram Dilma e o Datafolha consultou os búzios para dar 4.584.431 votos para a petista e somente 2.483.233 votos para Zé Serra. Os búzios também sorriram para a petista na escolha por "sorteio" das cidades. De 44 visitadas 35 são do PT ou coligados e apenas 9 do PSDB ou coligados.


No Estado de Pernambuco, terra de Jesus Lula Cristo, a pesquisa do Datafolha não economizou nada. Generosos 55 pontos percentuais foram concedidos à ungida de Jesus, batizada nas águas do rio Capibaribe. E de 38 cidades visitadas 29 foram do PT ou coligados contra só 9 do PSDB ou coligados. Traduzindo em votos Dilma teria 3.442.917 e Zé Serra 1.377.167 votos.


No Estado do Rio de Janeiro, foram visitadas 28 cidades sendo 23 do PT ou partidos coligados e apenas 5 do PSDB ou partidos coligados. E assim a fada Dilma passou para 41% de aprovação e o Zé Serra apenas 25%. Dilma teria então 4.751.802 votos e Zé Serra 2.897.440. E não pensem que vai ficar. A varinha mágica da Dilma vai atrair mais votos ainda.


Por enquanto está sendo mantida a vantagem do Zé Serra. Mas, é provisório. O Zé Serra teria supostamente 3.116.636 e a Dilma 2.584.528. Das 46 cidades visitadas 35 foram do PT ou coligados e somente 11 do PSDB ou coligados.


A vantagem da Dilma em Minas, não é apenas uma questão de votos, é antes de tudo, uma questão moral. É para desestabilizar mesmo ou tentar. Minas, é a terra do Aécio Neves todo mundo sabe. E lá ele manda no terreiro e canta de galo mesmo. Mas, a varinha mágica da fada Dilma faz milagres e o Datafolha sabe disso. Foi lá e sapecou 41% para Dilma contra 38% do Zé Serra. O mineirinho, matutando e fumando o seu cigarrinho de palha deve ter pensado:
– Uai, sor! Cadê os vortos do Zé?

Pois é. O "sorteio" escolheu apenas 12 cidades do PSDB ou coligados contra 40 do PT ou coligados dentre as 52 visitadas.


Eles adiaram mais um pouquinho a ultrapassagem da Dilma sobre o Zé Serra em São Paulo. Já deram uma justificativa. Desvincularam a campanha estadual da campanha presidencial. Eu já comentei isso aqui. Só assim é possível justificar nas próximas pesquisas uma suposta vantagem da Dilma sobre o Serra. Eles vão continuar com Alckmin na dianteira. O Lula não gosta de Mercadante. Ele é candidato não falta de outro. O número de cidades do PSDB e coligados foi o mais alto dentre todos os Estados, mesmo assim o "sorteio" ainda favoreceu o PT.


No Rio Grande do Sul faltou óleo de peroba para a cara pau da turma, tchê. De 44 cidades visitadas 40 foram "sorteadas" para o PT ou coligadas e apenas 4 para o PSDB ou coligados. Não é para menos que a Dilma tenha crescido no RS e Zé Serra encolhido.


Vamos passar para uma análise comparativa entre a pesquisa do Datafolha e a do Ibope. Você vai notar que a estratégia da conspiração é a mesma: o cenário criado por "sorteio". Incialmente, por região.

Na pesquisa do Datafolha o PT e coligados ficaram com 23 cidades e o PSDB e coligados apenas 8. Na do Ibope foram 17 para o PT e coligados e apenas 7 para o PSDB ou coligados.Vá observando esses números e comparando com os percentuais de cada.


Placar das cidades definidas por "sorteio" na Região Nordeste pelo Datafolha: 83 PT ou coligados e somente 25 PSDB ou coligados. No Ibope 38 x 9.


93 cidades do PT ou coligados contra apenas 41 do PSDB ou coligados na do Datafolha. Já o Ibope não deixou por menos "sorteou" 53 para o PT e coligados e 18 para o PSDB e coligados.


O PT ficou com 79 cidades no "sorteio" e o PSDB com apenas 19 na pesquisa do Datafolha. No Ibope o sorteio apontou o placar de 24 para o PT e apenas 5 para o PSDB.


Destacamos agora alguns Estados, sem os percentuais, porque o Datafolha não divulgou.

 

Na Bahia foram 35 cidades para o PT e coligados pelo "sorteio" do Datafolha e somente 9 para o PSDB e coligados. O Ibope "sorteou" 8 cidades para o PT e apenas 3 para o PSDB ou coligados.


Na terra de Jesus, o Datafolha cravou por "sorteio" 29 cidades para o PT ou coligados e apenas 9 para o PSDB. O Ibope, para não ficar atrás e não irritar um Deus, já havia escolhido 7 para o PT e coligados e apenas 2 para o PSDB ou coligados.


Para não perder os encantos cariocas, o cenário criado por ambos os institutos é bem original. No Datafolha foram 23 para o PT e coligados e somente 5 para o PSDB e coligados. E o Ibope escolheu por "sorteio" 13 cidades do PT e coligados contra apenas 1 do PSDB ou coligados.


40 para o PT e coligados e somente 12 para p PSDB ou coligados no Datafolha em Minas. Ibope, por "sorteio" escolheu 15 cidades para o PT e somente 3 para o PSDB ou coligados.


No Rio Grande do Sul foi vergonhoso. O Datafolha escolheu 40 cidades do PT e coligados e apenas 4 do PSDB e coligados.

O Ibope escolheu 13 cidades do PT e coligados e NENHUMA do PSDB ou coligados.
É aquela história da fila do sorvete no shopping. Chega um elemento com uma prancheta e pergunta:
– O que você faz aqui?
– Vou tomar sorvete.
– E você?
– Vou comprar um sorvete.
– E o senhor?
– Também.
– A senhora?
– Idem.

Deu pra entender? É uma simples questão de cenário. Você cria o cenário para o resultado que o freguês desejar.


Em São Paulo, o Datafolha escolheu 26 cidades do PT conta 22 do PSDB e o Ibope 22 para o PT e 14 do PSDB. Eles estão alterando aos poucos o resultado de São Paulo porque aqui não é fácil maquiar resultados.


Eu concordo com a posição do candidato Zé Serra quando ele diz que não comenta pesquisas. Ele está correto. Quem tem que comentar pesquisas é o presidente do PSDB, partido líder da coligação, e coordenador da campanha tucana, senador Sérgio Guerra. A mim não convence ele dizer que o resultado foi desfavorável porque a entrevista do Zé Serra no Jornal Nacional não foi avaliada pela pesquisa.

Eu tenho a impressão que o senador ainda não se deu conta de que estamos numa guerra. E o inimigo não brinca em serviço. Ele é profissional. E não tem meio termo para atingir os seus objetivos.

Esse assunto pesquisa está aqui comprovado que é uma manipulação que objetiva favorecer a candidata Dilma do PT. É um crime tipificado na Lei de Defesa do Consumidor artigos 36 e 66 e da Lei 5047/01. É propaganda subliminar e o consumidor está sendo enganado pela divulgação de números falsos e com isso estaria sendo induzido a votar nesta candidata ou mesmo estaria sendo projetado um resultado futuro tendo em vista a fragilidade da segurança do nosso sistema de votação.

Vejam acima a comprovação. Em que lei da probabilidade esses dois institutos de pesquisas se basearam para, através de um sorteio, escolherem a maioria de cidades petistas ou de coligados? Tem algum matemático online para me responder?

É por isso que digo que DATAFOLHA, IBOPE, SENSUS, VOX POPULI são farinha do mesmo saco. Fazem parte de uma conspiração. Se o PSDB não tomar as devidas providências agora, a situação vai piorar ainda mais.

Não pensem que o horário eleitoral vai reverter a situação porque não vai. Não é questão de convencer o eleitor. O eleitor está convencido, mas pode mudar de opinião pela influência das pesquisas. A questão é de convencer as autoridades de que um crime está sendo cometido.

Clique para acessar a relação de cidades.

Written by Abobado

17 de agosto de 2010 at 01:23