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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

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Ideli compra lanchas para a Pesca e depois pede verba para campanha do PT de Santa Catarina

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Após ser contratada para construir lanchas-patrulha de mais de R$ 1 milhão cada para o Ministério da Pesca – que não tinha competência para usar tais embarcações -, a empresa Intech Boating foi procurada para doar ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina R$ 150 mil. O comitê financeiro do PT catarinense bancou 81% dos custos da campanha a governador, cuja candidata foi a atual coordenadora política do governo, ministra Ideli Salvatti, em 2010.

Ex-militante do PT, o dono da empresa, José Antônio Galízio Neto, afirmou em entrevista ao Estado nesta quinta-feira, 29, que a doação não foi feita por afinidade política, embora se defina como filiado da época de fundação do partido em São Bernardo do Campo (SP).

“O partido era o partido do governo. A solicitação de doação veio pelo Ministério da Pesca, é óbvio. E eu não achei nada demais. Eu estava faturando R$ 23 milhões, 24 milhões, não havia nenhum tipo de irregularidade. E acho até hoje que, se precisasse fazer novamente, eu faria”, disse o ex-publicitário paulista. Logo em seguida, na entrevista, ele passou a atribuir o pedido de doação a um político local.

Derrotada na eleição, Ideli preencheu a cota do PT de Santa Catarina no ministério de Dilma Rousseff, justamente na pasta da Pesca. Em cinco meses no cargo, antes de mudar de gabinete para o Planalto, a ministra pagou o restante R$ 5,2 milhões que a empresa doadora à campanha petista ainda tinha a receber dos cofres públicos.

Nesta quinta-feira, a assessoria da ministra negou “qualquer ligação” entre Ideli e a Intech Boating, alegando que a doação não foi feita diretamente à campanha, mas ao comitê financeiro do PT. Em nota, a assessoria da ministra destaca que as contas da campanha foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ideli teve reiterados recentemente os poderes de articulação política do governo, em meio a sinais de rebelião da base de apoio de Dilma no Congresso.

Na quarta-feira, 28, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades na compra das lanchas-patrulha, em contratos com a Intech Boating, que somaram R$ 31 milhões. O prejuízo ao contribuinte, que autoridades e a empresa serão cobrados a devolver, ainda não foi calculado. O TCU critica sobretudo o fato de o ministério ter comprado lanchas sem ter o que fazer com elas. O relatório diz que 22 das 28 lanchas ficaram guardadas na própria fabricante, pois não tinham onde ser entregues.

José Antônio Galízio Neto afirmou que ainda restavam na empresa quatro das embarcações encomendadas. Uma delas seguiria ainda nesta quinta-feira para a Marinha, destino definido no início deste ano, quando a auditoria do TCU processava as conclusões.

As encomendas do ministério foram feitas entre 2009 e 2010, em licitações supostamente dirigidas, diz o TCU. No último dia de mandato, o então ministro Altemir Gregolin contratou mais cinco lanchas, quando 14 delas já estavam prontas e sem uso no estaleiro em Santa Catarina. Estadão Online

Em nota, aloprada diz que é ‘falaciosa’ tentativa de envolvê-la em escândalo

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Ideli Salvatti, a alopradíssima: Ela diz que a matéria da revista Veja é falaciosa. A revista não a acusa de ter participado do esquema (em que Mercadante tá atolado até o cabelo que não tem), e sim que ficou incumbida da tarefa de divulgar o falso dossiê contra Serra. E isso a jararaca não desmente. Entre a palavra da Ideli e a da Veja, fico com a segunda, é claro!

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, divulgou nota na tarde desta segunda-feira (27) em que afirma que é "falaciosa" a tentativa de envolvê-la no escândalo que ficou conhecido como dossiê dos "aloprados". A ministra nega que tenha participado da confecção de dossiês políticos durante a campanha eleitoral de 2006.

O escândalo envolveu a compra por petistas de um suposto dossiê, em 2006, contra o ex-governador de São Paulo, José Serra. Reportagem da revista "Veja" da semana passada aponta Mercadante como um dos "mentores" do caso que resultou na prisão em flagrante, em 15 de setembro de 2006, de militantes do PT.

Nesta semana, em nova reportagem a revista afirma que, em 4 de setembro de 2006, a então senadora petista Ideli Salvatti participou das negociações para a compra do dossiê falso contra o ex-governador tucano José Serra Segundo a revista, Ideli ficou com a tarefa, após essa reunião, de divulgar o falso dossiê que mostraria ligações de Serra com empresários envolvidos em fraudes na saúde.

"Nunca elaborei nem participei da confecção de dossiês políticos. Conforme declarou o ministro Aloísio Mercadante é falaciosa a tentativa de me envolver na participação da elaboração do suposto dossiê citado pela revista Veja", afirmou a ministra, em nota.

Na nota, Ideli afirma que não participou de reuniões que tivessem como tema a elaboração de materiais contra o candidato José Serra. Segundo ela, a reunião foi apenas de um depoimento que seria dado ao Conselho de Ética do Senado.

"Não participei de reuniões que tivessem como tema a elaboração de material contra o candidato ao Governo do Estado de São Paulo, José Serra, no ano de 2006. Na condição de Líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores no Senado fui chamada ao gabinete do então Líder do Governo, Aloísio Mercadante, para uma reunião em setembro do mesmo ano para tratar de um depoimento que seria dado ao Conselho de Ética do Senado"

De acordo com Ideli, durante a reunião, ela teria expressado que "o Conselho de Ética não seria o fórum adequado para debater tal assunto". "Por fim, destaco que minha atuação partidária é absolutamente alheia ao contexto político em que estaria envolvida a divulgação do suposto dossiê detalhado na reportagem da revista Veja".

Mais cedo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e Ideli Salvatti prestem esclarecimentos ao Congresso sobre o suposto envolvimento no escândalo dos "aloprados".

Sem citar os nomes de ambos, Sarney disse que “cada um” deve se explicar “naquilo que for acusado”. “Acho que a melhor formula é de cada um [Mercadante e Ideli] se explicar naquilo que for acusado. Não acho que deva haver restrição de nenhuma maneira para que a pessoa possa explicar. Se agiu corretamente, não há o porquê de não fornecer as explicações que o Congresso pede”, argumentou Sarney. Portal G1

Dossiê dos aloprados: Mercadante sai em defesa de Ideli

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Mercadante, aloprado e Ideli, alopradíssima: Dois petralhas criminosos derrotados em eleições ao governo de seus estados que viraram ministros do Governo Dilma. Escolhi essa imagem porque sei que a lambisgóia adora o tempo em que era um verdadeiro pitelzinho

Utilizando-se da clássica defesa petista, o ministro afirma que a revelação do envolvimento de Ideli no escândalo é ‘tentativa de atingir o governo Dilma’

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, já deu início ao movimento para tentar livrar a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati, das investigações a respeito do envolvimento dela no escândalo do Dossiê dos Aloprados. Mercadante foi o principal mentor da fabricação de um falso dossiê contra o tucano José Serra, em 2006. Em sua edição desta semana, VEJA revela que Ideli também esteve envolvida no caso, participando das negociações para a compra do falso dossiê.

Em entrevista ao jornal O Globo, Mercadante saiu em defesa da colega, utilizando-se da tradicional argumentação petista: tudo não passa de uma tentativa de atingir a nova ministra e o governo Dilma Rousseff.

Como mostra reportagem de VEJA, Ideli participou de uma reunião, em 4 de setembro de 2006, na qual ficou incumbida da tarefa de divulgar o falso dossiê contra Serra. Participaram do encontro, além de Ideli e Mercadante, o sindicalista Osvaldo Bargas, o petista Expedito Veloso – responsável por revelar o envolvimento do ministro na fraude –, e o ex-chefe de inteligência da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o catarinense Jorge Lorenzetti.

Mercadante admitiu a participação de Ideli nessa reunião – mas negou que Lorenzetti – que chegou a ter a prisão decretada por envolvimento no caso – tenha participado do encontro. “O Lorenzetti nunca esteve no meu gabinete. E qual a razão para citar o Lorenzetti? Por que construíram essa mentira? Para tentar colocar a Ideli. Como Lorenzetti era de Santa Catarina, e como Ideli acabou de virar ministra, é uma forma de tentar envolver o governo Dilma que não tem nenhuma relação com esse episódio”.

Na versão do ministro, a reunião teria servido para que Bargas e Veloso o alertassem que um depoimento no Conselho de Ética do Senado poderia envolver seu nome no escândalo da máfia dos sanguessugas. Mercadante afirmou que decidiu, então, conversar com Ideli para perguntar se deveria rebater as acusações também no Conselho de Ética – e ela afirmou-lhe que não. Veja Online

Leia mais:
Mercadante e Quércia encabeçaram Aloprados

Isso é só o começo: Recém-empossada, Ideli falta a almoço e já é alvo de críticas de aliados

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Se os líderes da base aliada já tinham resistências em relação à ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o clima piorou nesta terça-feira, 14. Reunidos em um almoço, aliados criticaram a ausência de Ideli. Em contraste com a falta da nova coordenadora política do governo, o ex-ministro da pasta Luiz Sérgio, presente no encontro, foi aplaudido pelos líderes.

O ex-ministro de Relações Institucionais e atual ministro da Pesca sempre participou das reuniões dos líderes da base aliada realizadas durante almoço às terças-feiras. Ele agradeceu o apoio que recebeu dos líderes. "A ministra tem de entender que o Legislativo não é o Senado. Se ela acha que o Legislativo é o Senado, está enganada", disse o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), segundo relato de líderes presentes.

O anfitrião do almoço saiu em socorro da ministra. O líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG), lembrou que a ministra foi chamada pela presidente Dilma Rousseff para participar de um almoço, no mesmo horário, no Palácio da Alvorada, com a bancada do PR no Senado. "Ela não poderia deixar de atender ao convite da presidente. Precisamos ver o outro lado da moeda", justificou Portela.  

Para contornar as críticas e o mal-estar, o braço direito de Luiz Sérgio no ministério de Relações Institucionais, Claudio Antonio Vignatti, que acompanhou o ex-ministro no almoço com os líderes, telefonou para Ideli. Um encontro está sendo agendado ainda para esta terça-feira, mas não está definido se a ministra irá à liderança da Câmara ou se os líderes da base serão recebidos por ela no Palácio do Planalto.

Agenda espinhosa

Os líderes da base manifestaram a decisão de votar em breve dois assuntos espinhosos para o governo: a proposta de emenda constitucional que cria um piso salarial nacional para os policiais civis, militares e bombeiros; e a regulamentação dos gastos com a saúde definidos pela emenda constitucional 29. Os deputados querem votar o projeto sem a criação de uma nova CPMF, mas o governo tem evitado a volta do projeto ao plenário porque teme ter de gastar mais com o setor. Estadão Online

Opinião do Estadão: A ministra toda ouvidos

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Posse de Ideli no Ministério de Relações Institucionais Se cuida, Dilma. Essa mulher costuma trair seus próprios colegas de partido e todos os que se colocam em seu caminho. O objetivo dessa senhora é o poder, custe o que custar. Santa Catarina não sente nenhuma falta dessa onça em seu território

A presidente Dilma Rousseff resgatou a ex-senadora Ideli Salvatti das profundezas do Ministério da Pesca e confiou-lhe a articulação do Planalto com o Congresso, a razão de ser da pasta das Relações Institucionais, para dar uma lição de hierarquia e disciplina aos companheiros que se engalfinhavam abertamente pelo cargo enquanto ela ainda nem havia assinado o óbito funcional do seu então titular, o também petista Luiz Sérgio. O seu desprendimento para servir ao governo, aliás, pode ser medido pela prontidão com que aceitou ser degredado para o antigo ermo de Ideli.

Ciente, talvez, de que foi considerada a mulher errada no lugar errado – dado o seu reconhecido pendor para o pugilato político, que ela se fartou de praticar quando líder do governo Lula no Senado -, a paulistana que fez carreira no PT catarinense de imediato tratou de pôr panos quentes na própria imagem. Sem prometer, embora, que se transformará numa "Idelizinha, paz e amor", porque aí também já seria escarnecer da sensibilidade alheia, não perdeu tempo em se declarar toda ouvidos para as demandas reprimidas da base governista.

Recorrendo a uma expressão que pelo menos se destaca dos lugares-comuns do jargão planaltino, prometeu "limpar as prateleiras" onde as reivindicações dos aliados juntam poeira. A recusa de Dilma em se prestar mansamente ao jogo da fisiologia caiu bem junto à opinião pública, farta, com razão, do toma lá dá cá da política convencional. Mas foi preciso que eclodisse o escândalo que derrubou o superministro Antonio Palocci, a partir do qual a base se sentiu livre para falar cobras e lagartos daquele que lhe dera as costas, para se perceber que também havia algo não necessariamente virtuoso na secura da caneta presidencial.

Não que ela apenas refugasse a indicação de apadrinhados a seu ver desprovidos de qualificações para as vagas em questão. "Dilma ouve, ouve, anota e anota, mas não toma as providências pedidas", reclamavam, em coro, os políticos. O problema é que, em regra, ela tampouco tomava a providência de nomear quadros técnicos que considerasse credenciados para as respectivas tarefas. Numa ponta, portanto, irritava a base – estima-se que, juntos, PT e PMDB apresentaram mais de uma centena de candidatos para cargos de segundo e terceiro escalões no governo e diretorias de estatais. Na outra ponta, Dilma emperrava o funcionamento da máquina.

Correndo o risco de incorrer na zanga da chefe, ao expor a face oculta da sua decantada capacidade de gestão, a própria Ideli foi franca ao comentar os efeitos do imobilismo para a administração. "Quem está em dúvida se vai ficar não sabe como agir no cargo, e isso sempre acaba trazendo prejuízo para o governo", observou. "Imagino que assim como acontecia na Pesca, essa situação (nomeações em tese decididas, mas não consumadas) está acontecendo em vários outros Ministérios." Além de esvaziar as prateleiras, a outra incumbência a que a ministra empossada ontem prometeu se dedicar fala menos ao interesse público, como é o caso do bom andamento da administração, do que ao interesse dos políticos.

Trata-se da liberação dos recursos para as emendas parlamentares ao Orçamento, a começar dos tais "restos a pagar" (despesas contratadas em anos anteriores com desembolsos futuros). Ideli, em suma, pretende ter o que oferecer aos políticos. Pretende, porque a transferência das negociações com os aliados no Congresso da Casa Civil para as Relações Institucionais, por si só, não garante que Dilma dê à nova ministra total liberdade de ação. Centralizadora e detalhista, a presidente não é de delegar e cobrar os resultados no fim da linha.

O seu gosto pela microadministração, que talvez encubra uma insuspeitada insegurança, tem sido um estorvo para agilizar a operação interna e aplainar o chão por onde se movem as relações com os parceiros da coalizão de governo. Ela decerto quer o melhor para a sua gestão, mas não pode perder de vista que, à falta de uma tropa de elite de servidores públicos estáveis (não afetados pelo entra e sai dos governantes), o desempenho da máquina depende, menos ou mais, porém inexoravelmente, da barganha política.

Amiga da onça: Ideli já planeja demissão de Vignati

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Vignati sobre mais uma trairagem da Ideli: ‘Vamos ter uma reunião de trabalho hoje. A decisão cabe a ela. Acho que disputas partidárias não devem se confundir com questões administrativas de governo’

Nova ministra das Relações Institucionais resolve exonerar secretário-executivo Cláudio Vignati. Ele, porém, diz que fica

A nova ministra Ideli Salvatti, que assumiu nesta segunda-feira a Secretaria Relações Institucionais (SRI), decidiu demitir o secretário-executivo da pasta, Cláudio Vignati. Os dois são do PT de Santa Catarina, mas tiveram uma série desentendimentos ao longo da campanha do ano passado quando ela disputou o governo do Estado e ele uma das vagas ao Senado. Segundo o iG apurou, Ideli deve escolher um ex-parlamentar petista para a Secretaria-Executiva.

Vignati compareceu nesta segunda-feira à posse de Ideli, que era até a semana passada a ministra da Pesca. Ex-ministro da SRI, Luiz Sérgio ficará com o lugar dela. Até o momento, Vignati não sabia da decisão da ministra de demiti-lo. “Vamos ter uma reunião de trabalho hoje. A decisão sobre esse assunto cabe a ela. Acho que disputas partidárias não devem se confundir com questões administrativas de governo”, afirmou.

Vignati voltou a falar com a reportagem no começo da noite. Ele disse que fica na secretaria-executiva da SRI. "Vou ficar. Ela (Ideli) me pediu para ficar onde estou", afirmou.

Além de Vignati, Ideli deve escolher um novo subchefe de Assuntos Parlamentares. Essa vaga está aberta desde a saída de Luiz Azevedo, que foi exonerado após divulgar uma nota em que era justificado o crescimento do patrimônio do então ministro Antonio Palocci (Casa Civil) comparando-o ao de outros ex-ministros da Fazenda. Produzido pela assessoria de comunicação de Palocci, o documento deveria sido utilizado para municiar a base aliada. No entanto, acabou nas mãos de oposicionistas.

Ideli não pretende fazer mudanças na Subchefia de Assuntos Federativos. Além de contar com assessores da pasta da Pesca, a ministra pretende convidar auxiliares que trabalharam com ela no Senado. Entre 2003 e 2010, ela foi senadora e chegou a ser líder da bancada do PT e depois líder do governo no Congresso. Com isso, Ideli deve desfalcar a equipe da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que desde o começo deste ano conta com ex-funcionários da colega petista.

Disputas

Ideli e Vignati brigaram ao longo da campanha do ano passado. Candidato ao Senado, ele fez acordo com o PMDB para tentar o segundo voto do favorito e ex-governador Luiz Henrique da Silva (PMDB-SC). O problema é que os peemedebistas formaram uma chapa com o PSDB e o DEM e tiveram como candidato Raimundo Colombo (DEM), que acabou vencedor da disputa. Ideli terminou apenas na terceira colocação, atrás da ex-deputada federal e ex-prefeita Angela Amin (PP).

Vignati tentou articular sua promoção à vaga de ministro e causou constrangimento junto à presidenta Dilma Rousseff. Ele, no entanto, pode ser mantido no governo com uma vaga no ministério da Pesca ao lado do chefe na SRI Luiz Sérgio. Portal iG

O discurso de uma mulher egoísta, traidora de colegas de partido e do povo catarinense

Limpando a casa: Dilma irá substituir ministro da articulação política

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Na esteira da saída do ministro Antonio Palocci (Casa Civil), a presidente Dilma Rousseff também decidiu substituir o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais). Embora a função seja fazer a interlocução com o Congresso, era Palocci o principal interlocutor do governo com os parlamentares.

Na Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), 45, aceitou o convite do governo e irá substituir Palocci. Mulher do ministro Paulo Bernardo (Comunicações), Hoffmann foi eleita para o Senado pela primeira vez no ano passado.

Leia a íntegra da nota de demissão do ministro Palocci
Gleisi Hoffmann é convidada a substituir Palocci na Casa Civil
Veja os fatos que levaram à saída de Palocci do governo

A crise que levou à saída de Palocci teve início no dia 15 de maio, após a Folha revelar que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010. Sergio Lima/Folhapress

A Projeto, empresa aberta por ele em 2006 – quando o ministro afirmou ter patrimônio de R$ 356 mil – comprou, em 2009 e 2010, imóveis em região nobre de São Paulo no valor total de R$ 7,5 milhões. A Folha também mostrou que o faturamento da empresa foi de R$ 20 milhões em 2010, quando ele era deputado federal e atuou como principal coordenador da campanha de Dilma à Presidência da República.

Em entrevista exclusiva à Folha, Palocci afirmou que não revelou sua lista de clientes a Dilma, atribuiu as acusações a ele a uma "luta política" e disse que ninguém provou qualquer irregularidade na sua atuação com a consultoria Projeto.

Em nenhum momento o agora ex-ministro revelou a lista de clientes de sua consultoria e alegou "cláusula de confidencialidade" para não divulgar para quem ele trabalhou enquanto exerceu simultaneamente as funções de deputado e consultor.

Prouradoria

Instado a se manifestar sobre o caso pela oposição, que apresentou denúncia contra Palocci, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu arquivar todas as representações que pediam abertura de inquérito relacionadas ao fato de o patrimônio do ministro ter aumentado pelo menos 20 vezes de 2006 para 2010.

Ele entendeu que não existem indícios concretos da prática de crime nem justa causa para investigar o caso.

Em um documento de 37 páginas, Gurgel afirmou que a legislação penal "não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada".

Segundo o procurador, os partidos de oposição que propuseram as representações não apresentaram documentos que demonstrem a prática de crime. Folha Online