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China inaugura ponte de 42 km, a mais longa do mundo, e a virtual ponte estaiada da Cabeçuda no Brasil com 2,6 km

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A China inaugurou nesta quinta-feira, 30, a ponte sobre a água do mar mais extensa do mundo, informou a televisão estatal chinesa. A ponte da Baía de Jiaozhou tem 42 quilômetros de extensão e liga o porto leste de Qingdao com a ilha de Huangdao e teve investimento de U$ 2,3 bilhões, que inclui um túnel submarino.

De acordo com a emissora, a estrutura passou por testes na segunda-feira, 27. A ponte e um túnel submarino foram abertos para o trânsito na quinta. A construção da obra levou pouco mais de quatro anos, desde maio de 2007. A ponte é sustentada por mais de 5 mil pilares.

Segundo o livro dos recordes Guinness, a ponte sobre a água que era até então a maior fica no lago Pontchartrain, na Louisiana, nos Estados Unidos. A obra chinesa é 4 quilômetros mais extensa que a recordista anterior. Estadão Online

Veja as fotos


Obras de duplicação da BR-101 Sul na região de Laguna – Ponte estaiada da Cabeçuda

Enquanto isso, aqui pelas bandas do Sul do Brasil, mais precisamente na região de Laguna, Santa Catarina, uma ponte estaiada sob o canal de Laranjeiras, que não sai do papel e de maquetes virtuais, com extensão de 2,6 quilômetros custará, segundo dados não oficiais do DNIT, em valores de hoje, cerca de R$ 597 milhões, fora os aditivos e as comissões dos bucaneiros que fazem plantão nesse governo safado do PT.

Em dólar, pela cotação de 30/06/2011, a suposta ponte da Cabeçuda vai consumir U$ 383 milhões. Ou seja: cada quilômetro da obra que não tem data para iniciar nem para terminar, custará a bagatela de U$ 147,1 milhões, ou R$ 229,6 milhões por quilômetro.

Nem vou perder tempo fazendo as contas (por quilômetro) da obra da China porque vai me dar vontade de chorar!

Tem como levar essa gente a sério?

Andando de ré: Áreas sob gestão exclusiva do governo vão pior no PAC

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A Mãe toca o bumbo mas a coisa não anda: Relatório do TCU mostra, entre outros, que os problemas que o país vive com aeroportos poderiam ter sido resolvidos pelo PAC, em 2007. Dos R$ 3 bilhões para reformas no setor, apenas 10% tinham gastos encerrados em 2010

O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) concluiu apenas metade do que estava previsto em seu lançamento nas áreas em que os recursos eram aplicados pelo governo ou por estatais. É o que aponta o TCU (Tribunal de Contas da União) em seu relatório sobre as contas do governo de 2010. Segundo o TCU, a média de execução orçamentária do programa chegou a 88%, mas esse percentual só foi alcançado por causa do desempenho do setor privado, que superou o previsto.

De acordo com o órgão, em três setores (saneamento, habitação popular e recursos hídricos) o PAC – programa gerenciado em quase todo o governo passado pela atual presidente, Dilma Rousseff- concluiu menos de 10% do previsto. Quando o programa é dividido por áreas, apenas 4 entre as 16 conseguiram finalizar 2010 com desempenho acima do previsto -o que, segundo o TCU, denota eficiência no gasto. Entre elas, três funcionam com recursos públicos usados pela iniciativa privada (total ou parcialmente): rodovias, habitação de mercado e recursos do Fundo da Marinha Mercante. Em estradas, o governo encerrou 2010 anunciando ter concluído obras num total de R$ 43 bilhões. Mas R$ 19 bilhões são concessões de rodovias, com obras feitas ao longo de 25 anos – de acordo com o TCU, R$ 2,2 bilhões foram de fato gastos.

A maior crítica do relatório, contudo, está no setor de habitação de mercado – como são chamados os financiamentos obtidos por famílias e empresas para comprar ou construir imóveis. Sozinho, esse setor concluiu R$ 217 bilhões, sendo responsável por quase metade de todos os gastos do PAC anunciados pelo governo (R$ 444 bilhões). "A dificuldade reside em aceitar esses valores como tendo sido aplicados na infraestrutura brasileira, porque eles não o foram de fato", diz o relatório do TCU.

no setor habitacional, que era de responsabilidade efetiva do governo, o PAC teve seu pior desempenho. A previsão em 2007 era que governo gastasse R$ 16,9 bilhões nessa área, mas conseguiu concluir apenas 2%, atingindo 24 mil famílias. Os valores não incluem o Minha Casa, Minha Vida, criado depois do PAC. A análise específica desse programa mostra que o governo conseguiu chegar à meta de 1 milhão de contratos. Ainda assim, só 238 mil unidades ficaram prontas – das quais 92 mil são para famílias que recebem até três salários mínimos. O relatório também mostra que os problemas que o país vive com aeroportos poderiam ter sido resolvidos pelo PAC, em 2007. Dos R$ 3 bilhões para reformas no setor, apenas 10% tinham gastos encerrados em 2010. Folha de S.Paulo