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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

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Os falsários

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Demétrio Magnoli

Carlos Augusto Montenegro, o presidente do Ibope, profetizou há muitos meses uma vitória folgada de José Serra no primeiro turno. A campanha não havia começado e o Ibope não tinha pesquisas relevantes. O Oráculo falou para bajular aquele que, presumia sua sabedoria política, seria o próximo presidente. Mais tarde, durante a campanha, de posse de inúmeras pesquisas, o Oráculo asseverou com a mesma convicção que Dilma Rousseff venceria no primeiro turno. A bajulação aos poderosos de turno obedece a uma lógica inflexível. Na mesma entrevista, ele sugeriu que a oposição atentava contra a democracia ao repercutir os escândalos no governo. Cada um fala o que quer, nos limites da lei, mas o Oráculo de araque não se limita a isso: ele vende um produto falsificado.

Pesquisas de opinião declaram uma margem de erro e um intervalo de confiança. A margem de erro expressa a variação admissível em relação aos resultados divulgados. O intervalo de confiança expressa a confiabilidade da pesquisa – ou seja, a probabilidade de que ela fique dentro da margem de erro. Na noite de 3 de outubro, o Ibope divulgou as pesquisas de boca de urna para a eleição nacional e para 16 Estados, registradas com margem de erro de 2% e intervalo de confiança de 99%. Das 17 pesquisas, 12 ficaram fora da margem de erro. O intervalo de confiança real é inferior a 30%. Um cenário similar, catastrófico, emerge das pesquisas para o Senado. Há tanta diferença assim entre isso e vender automóveis com defeitos nos freios?

O Ibope não está só. Datafolha, Sensus e Vox Populi não fizeram pesquisas de boca de urna, mas suas pesquisas imediatamente anteriores também não resistem ao cotejo com as apurações. Todos os grandes institutos brasileiros cometem um mesmo erro metodológico, bem conhecido pelos especialistas. Eles usam o sistema de amostragem por cotas, que tenta produzir uma miniatura do universo pesquisado. A amostra é montada com base em variáveis como sexo, idade, escolaridade e renda. Isso significa que a escolha dos indivíduos da amostra não é aleatória, oscilando ao sabor de variáveis arbitrárias e contrariando os princípios teóricos da amostragem estatística.

O Gallup aprendeu a lição depois de errar na previsão de triunfo de Thomas Dewey nas eleições americanas de 1948. Venceu Harry Truman e o instituto mudou sua metodologia, adotando um plano de amostragem probabilística, que gera amostras aleatórias. Quase meio século depois, os institutos britânicos finalmente renunciaram à amostragem por cotas. O copo entornou em 1992, quando as pesquisas baseadas na metodologia furada previram a vitória trabalhista, mas triunfou o conservador John Major. Na sequência, uma equipe de especialistas identificou o problema e apresentou a solução. Os institutos brasileiros conhecem toda essa história. Não mudam porque a metodologia atual é mais prática e barata. Vendem gato por lebre.

A amostragem por cotas não permite calcular a margem de erro. Os institutos "resolvem" a dificuldade chutando uma margem de erro, que exibem como fruto de cálculo rigoroso. Como as eleições brasileiras costumam ter nítidos favoritos, eles iludem deliberadamente a opinião pública, cantando acertos onde existem, sobretudo, equívocos. Não é um fenômeno novo. Jorge de Souza, no seu Pesquisa Eleitoral: Críticas e Técnicas (Editora do Senado, 1990), já registrava que 16 das 23 pesquisas Ibope referentes às eleições estaduais de 1986 se situaram fora da margem de erro – o mesmo desastroso intervalo de confiança, em torno de 30%, verificado neste 3 de outubro.

Nem todos os institutos são iguais. O Datafolha conserva notável isenção partidária, embora também utilize o indefensável sistema de amostragem por cotas. O Oráculo do Ibope anda ao redor dos poderosos, sem discriminar partidos ou candidatos, farejando oportunidades em todos os lados. Marcos Coimbra, seu congênere do Vox Populi, pratica uma subserviência mais intensa, porém serve apenas a um senhor. Durante toda a campanha, o Militante assinou panfletos políticos governistas fantasiados como análises técnicas de tendências eleitorais. Dia após dia, sem descanso, sugeriu a inevitabilidade do triunfo da candidata palaciana no primeiro turno. Sua pesquisa da véspera do primeiro turno, publicada com fanfarra por uma legião de blogueiros chapa-branca, cravou 53,4% dos votos válidos para Dilma Rousseff. Errou em 6,5 pontos porcentuais, quase três vezes a margem de erro proclamada, de 2,2%.

Pesquisas, obviamente, não decidem eleições. Mas elas têm um impacto que não é desprezível. Sob a influência dos humores cambiantes do eleitorado, supostamente captados com precisão decimal pelas pesquisas, consolidam-se ou se dissolvem alianças estaduais, aumentam ou diminuem as doações de campanha, emergem ou desaparecem argumentos utilizados na propaganda eleitoral, modifica-se a percepção pública sobre os candidatos. Os institutos comercializam um produto rotulado como informação. Se fosse leite, intoxicaria os consumidores. Sendo o que é, envenena a democracia.

Beto Richa, o governador eleito em primeiro turno no Paraná, obteve da Justiça Eleitoral a proibição da divulgação de pesquisas eleitorais que não o favoreciam. A censura é intolerável, principalmente quando solicitada por alguém que se comprazia em dar publicidade a pesquisas anteriores, nas quais figurava à frente. Ele poderia ter usado o horário eleitoral para expor a incúria metodológica dos institutos e o lamentável papel desempenhado por alguns de seus responsáveis, como o Oráculo e o Militante. A opinião pública, ludibriada a cada eleição, encontra-se no limiar da saturação. Mais um pouco, aplaudirá o gesto oportunista de Richa e clamará pela censura. Que tal os institutos agirem antes disso, mesmo se tão depois do Gallup?

Ah, por sinal, qual é mesmo a taxa de aprovação do governo Lula?

Demétrio Magnoli é sociólogo, doutor em Geografia Humana pela

A candidata do povo: Dilma faz campanha na rodoviária de Brasília protegida por grades

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28_09_2010_dilma_lugar_de_bandido_e_na_cadeiaA criatura: É atrás desse tipo de grade que essa mulher ainda vai parar. O povo tem que ficar esperto

A típica cena de campanha em rodoviária, em que o candidato faz corpo a corpo com o eleitor, come pastel e toma café pingado passa ao largo da estratégia eleitoral da presidenciável petista Dilma Rousseff. Em visita a principal rodoviária de Brasília, no Plano Piloto, Dilma foi recebida com estrutura presidencial. Grades de ferro a separaram do povo e dos cerca de 500 manifestantes reunidos. Só conseguiu se aproximar dela quem ficou espremido na linha de frente.

O esquema de segurança montado pela campanha formou um corredor de grades para fazer acesso da calçada onde o carro de Dilma estacionou até o balcão da lanchonete Tupã, onde ela fez um rápido lanche, de forma com que nem público nem imprensa pudessem se aproximar. Em cerca de 20 minutos que ficou no local, a petista passou metade do tempo falando com a imprensa, e no restante tomou café e comeu dois pães de queijo pequenos.

Vestindo uma blusa de botão rosa, combinando com a camiseta do candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, Dilma Rousseff concordou em comentar a última pesquisa Datafolha, na qual perdeu vantagem para os adversários, mas se limitou a dizer que neste momento da campanha "é normal que hajam subidas e descidas". Em contrapartida, apelou para que a militância "não esmoreça" na reta final.

"Nós estamos num momento da eleição que é normal que haja subidas e descidas. Então acho que devemos aguardar daqui para frente e o que eu queria fazer é um apelo para minha militância não esmorecer, ir para rua, disputar voto a voto", afirmou. O levantamento Datafolha mostra Dilma com 51% das intenções de voto. Levando em conta os 2 pontos da margem de erro, ela poderia ter 53% ou ainda 49% – alternativa na qual não estaria mais assegurada vitória no primeiro turno. Estadão Online

Leia mais aqui.

Written by Abobado

28 de setembro de 2010 at 15:50

Farinha do mesmo saco: Datafolha também faz parte da conspiração para eleger Dilma

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Por Lúcio Neto
 
É preciso voltar um pouco ao passado para entender o presente. O passado nos mostrava o candidato Zé Serra com uma aceitação em torno de 45% antes mesmo de se lançar candidato. Já a candidata Dilma oscilava na faixa dos vinte a trinta e poucos por cento.
 
A partir do momento em que foi anunciada a sua candidatura ele caiu em queda livre em todas as pesquisas até chegar às vésperas da estréia do horário eleitoral com este último resultado da pesquisa Datafolha 33% x 41%.
 
Vamos analisar esse fato atípico. Aqui cabem várias perguntas:

– Será que o eleitor brasileiro queria Zé Serra apenas como promessa de ser candidato?
– Por que deixar de votar nele a partir do momento em que foi anunciada oficialmente a sua candidatura?
– Será que de uma hora para outra o eleitor entendeu que ele não tinha as melhores credenciais para ser presidente do Brasil?
– Que escândalos prejudicaram a imagem do Zé Serra no período?
– Será que o eleitor não aprovou a sua performance no debate da Band?
– Que fatos negativos marcaram a imagem do Zé Serra nesse período?
– Será que ele foi muito mal na entrevista do Jornal Nacional?

Em contraponto, a candidata petista sobe mais do que balão inflado. Por que?

– Será que o eleitor reconheceu que o passado de guerrilheira da candidata é um ponto positivo em seu currículo?
– Será que o eleitor não viu nada demais no escândalo dos aloprados petistas do Lago Sul que foram pegos com a mão na botija produzindo mais um dossiê contra o Zé Serra?
– E o escândalo da quebra do sigilo fiscal do Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, foi considerado pelo eleitor como um fato normal?
– Será que o eleitor não entendeu o significado da denúncia do vice do Zé Serra, Índio da Costa, sobre as ligações do PT com as Farc, uma organização criminosa que mata, rouba, sequestra e faz tráfico de drogas?
– E o plano de governo da candidata apresentado ao TSE com todos aqueles temas polêmicos como aborto, censura à mídia e etc.,?
– E o debate da Band? A candidata Dilma deu um show? E teve também uma excepcional participação na entrevista do Jornal Nacional?

O pano desce rápido. Vamos para outra cena também no passado.

Chuva de releases petistas veiculados em espaços generosos na mídia, apontavam para um desempenho extraordinário da candidata petista e faziam previsão de uma virada até meados de agosto, nas proximidades do início do horário eleitoral. Contavam que aos poucos, a petista estava derrubando mitos do Zé Serra como a sua liderança no Sul do país e em São Paulo. A virada em Minas Gerais, terra do Aécio Neves, era tida como certa.

Novamente o pano desce. Vamos para um análise atemporal.

Esse cenário esboçado pela central da campanha da candidata petista tem como aliada, praticamente, toda a mídia brasileira e para torná-lo crível aos olhos do eleitor adicione o elemento surpresa: os institutos de pesquisas.
 
A estratégia foi bem planejada e demorou um pouco para a ficha cair. Dois institutos, Sensus e Vox Populi, saíram na frente trombeteando resultados favoráveis à Dilma. O Ibope manteve-se numa posição intermediária com resultados favoráveis à candidata petista de uma forma mais discreta. O Datafolha fez o papel de bom moço. Suas pesquisas diziam que os demais estavam exagerando. Não é bem isso. Vamos com calma.

Tudo, mas tudo mesmo, religiosamente bem organizado e planejado. E não poderia ser diferente com tanta grana bancando esses serviços de manipulação da verdade.
 
E, finalmente, chegou o momento da grande virada como previsto pelo comitê central da petista. Os três, Ibope, Sensus e Vox, uma semana antes se alinharam nos seus percentuais. Em campo, o Datafolha preparava o complemento dessa farsa e anuncia de forma bombástica que Dilma está a três pontos de ganhar o jogo no primeiro turno.
 
Heresia maior do que essa é acreditar que Colgate é o único creme dental recomendado por todos os dentistas.

Manchetes pipocaram para tentar consolidar a conspiração:

"Pesquisa aponta que Serra caiu nos Estados que mais visitou"

"Dilma evita salto alto e diz que pesquisa mostra que campanha está em bom caminho"

O que eles querem dizer é que a campanha do Zé Serra é igual a caranguejo, ou seja, anda para trás. Quanto mais fatos positivos ele cria, quanto mais gente visita, quanto mais viaja, quanto mais palestras para associações e grupos ele faz, mais os seus índices de aceitação vão pro brejo da cruz.
 
Já a da Dilma é um mar de prosperidade. Ela é a galinha dos ovos de ouro. Suas palavras "gagas" soam como canto de sereias aos ouvidos dos "Ulisses" espalhados nos mais diferentes rincões do país. O Brasil inteiro se rende aos encantos de uma candidata que com a sua varinha mágica de condão vai conquistando milhões de eleitores que se prendem à calda majestosa de seu vestido de rainha. O seu desempenho é tão fantástico, tão extraordinário que nem mesmo Lula chegou nem perto de performance igual.

Isso, chama-se CONSPIRAÇÃO. Poderosos grupos de comunicação e empresas que apóiam essa conspiração estão brincando com fogo. E quem brinca com fogo está sujeito a queimar-se.
 
Aproveito para recomendar dois artigos: um escrito por Bia Barbosa da Carta Maior " As trombetas anunciam perigo à vista!" e o outro "Casa de Maribondo" do jornalista Carlos Chagas.
 
E aqui, nós vamos provar para você mais uma vez, que também essa pesquisa do Datafolha foi grosseiramente manipulada. O Datafolha deu uma de guardião da verdade apenas para reforçar a tese da conspiração. Agora, com esse resultado, alia-se aos demais, na tentativa de consolidar uma pretensa verdade só expressa em números manipulados.
 
Vamos aos dados. Antes, veja o que o Datafolha promete no seu Plano Amostral registrado no TSE:

"A amostra é estratificada por região geográfica, Unidade da Federação, e natureza (capital, outros municípios da região metropolitana ou interior) dos municípios. Em cada estrato, num primeiro estágio, são sorteados os municípios que farão parte do levantamento. Num segundo estágio, são sorteados os pontos de abordagem onde serão aplicadas as entrevistas. Por fim, os entrevistados são selecionados aleatoriamente para responder ao questionário, de acordo com cotas de sexo e faixa etária."

É o mesmo que o juramento de um médico:
PROMETO:
Que ao exercer a arte de curar, me mostrarei
Sempre fiel aos preceitos da honestidade,
Da caridade e da ciência. Penetrando
No interior dos lares, meus olhos serão
Cegos, minha língua calará os segredos
Que me forem revelados os quais terei
Como preceito de honra; nunca me servirei
Da minha profissão para corromper
Os costumes ou favorecer o crime.
Se eu cumprir este juramento com
Fidelidade, goze eu a minha vida e a minha
Arte com a boa reputação entre os homens
E para sempre; se dele me afastar
Ou infringir suceda-me o contrário.

Mas, hoje, a mentira ficou tão banalizada que poucos profissionais cumprem o que prometeram nos seus juramentos solenes.

Acompanhe quadro a quadro como se faz para se servir de uma profissão e corromper os costumes para favorecer o crime da manipulação da verdade.

No total, foram ouvidos 10.856 eleitores em 382 municípios. A nossa soma geral de municípios que você vai ver no Resumo/BR, totaliza 370 porque deixamos de computar cidades administradas pelo PV e algumas, não todas, do PTB, porque não tivemos como confirmar a qual dos dois candidatos estavam coligadas nos Estados.
Vamos apresentar inicialmente os mapas por região, depois os destaques estaduais e na seqüência, comparativos por região e destaques estaduais com a pesquisa do Ibope.

Nesta região a Dilma teria supostamente 8.317.817 votos contra 6.383.441 votos do Zé Serra. Foram visitadas 33 cidades, sendo 23 do PT ou de partidos coligados contra apenas 8 do PSDB ou coligados.


 

 
Na Região Nordeste, Dilma, a sereia, supostamente teria 17.684.750 votos contra apenas 9.022.831. Foram visitadas 108 cidades tendo o "sorteio" escolhido 83 cidades do PT ou de partidos coligados e somente 25 do PSDB ou de partidos coligados. No nosso entendimento, esta Região ocupa destaque na estratégia da conspiração. Eles vão querer compensar resultados do Sul e São Paulo para manter Dilma na dianteira e assim distânciá-la do Zé Serra.


 

Aqui os estrategistas perderam a vergonha completamente. Para colocar Dilma na frente, eles sumiram com grande parte dos votos de Zé Serra em São Paulo, aumentaram a diferença no Rio de Janeiro e descolaram a petista em Minas. E para isso, nem precisa de calculadora científica. A Dilma ficou com 21.594.725 votos e Zé Serra com apenas 20.427.443 votos. Vá observando que o que eles fazem são intervenções cirúrgicas de alta precisão. Foram visitadas 134 cidades, sendo 93 do PT ou coligados e apenas 41 do PSDB ou coligados.

 


 

 

O bolo dessa região eles deixaram para comer mais tarde. Aí seria demais e nem sapo à beira da lagoa iria sapear. O Zé Serra supostamente tem 8.237.506 votos e Dilma 6.831.103 votos. Foram visitadas 98 cidades sendo 79 do PT ou de coligados e apenas 19 do PSDB ou de coligados.


 

Veja o Resumo/BR

Que belo cenário para uma manipulação, não? De 370 cidades visitadas escolhidas por "sorteio" 278 são do PT ou de coligados e apenas 92 do PSDB ou coligados. Esse suposto resultado de 41% para Dilma e 33% para o Zé Serra está ancorado nele.


 

 

Vamos analisar agora alguns destaques estaduais, estados que o Datafolha entrevistou mais eleitores. A seguir vem a Bahia.

Parece que os Orixás baianos escolheram Dilma e o Datafolha consultou os búzios para dar 4.584.431 votos para a petista e somente 2.483.233 votos para Zé Serra. Os búzios também sorriram para a petista na escolha por "sorteio" das cidades. De 44 visitadas 35 são do PT ou coligados e apenas 9 do PSDB ou coligados.


No Estado de Pernambuco, terra de Jesus Lula Cristo, a pesquisa do Datafolha não economizou nada. Generosos 55 pontos percentuais foram concedidos à ungida de Jesus, batizada nas águas do rio Capibaribe. E de 38 cidades visitadas 29 foram do PT ou coligados contra só 9 do PSDB ou coligados. Traduzindo em votos Dilma teria 3.442.917 e Zé Serra 1.377.167 votos.


No Estado do Rio de Janeiro, foram visitadas 28 cidades sendo 23 do PT ou partidos coligados e apenas 5 do PSDB ou partidos coligados. E assim a fada Dilma passou para 41% de aprovação e o Zé Serra apenas 25%. Dilma teria então 4.751.802 votos e Zé Serra 2.897.440. E não pensem que vai ficar. A varinha mágica da Dilma vai atrair mais votos ainda.


Por enquanto está sendo mantida a vantagem do Zé Serra. Mas, é provisório. O Zé Serra teria supostamente 3.116.636 e a Dilma 2.584.528. Das 46 cidades visitadas 35 foram do PT ou coligados e somente 11 do PSDB ou coligados.


A vantagem da Dilma em Minas, não é apenas uma questão de votos, é antes de tudo, uma questão moral. É para desestabilizar mesmo ou tentar. Minas, é a terra do Aécio Neves todo mundo sabe. E lá ele manda no terreiro e canta de galo mesmo. Mas, a varinha mágica da fada Dilma faz milagres e o Datafolha sabe disso. Foi lá e sapecou 41% para Dilma contra 38% do Zé Serra. O mineirinho, matutando e fumando o seu cigarrinho de palha deve ter pensado:
– Uai, sor! Cadê os vortos do Zé?

Pois é. O "sorteio" escolheu apenas 12 cidades do PSDB ou coligados contra 40 do PT ou coligados dentre as 52 visitadas.


Eles adiaram mais um pouquinho a ultrapassagem da Dilma sobre o Zé Serra em São Paulo. Já deram uma justificativa. Desvincularam a campanha estadual da campanha presidencial. Eu já comentei isso aqui. Só assim é possível justificar nas próximas pesquisas uma suposta vantagem da Dilma sobre o Serra. Eles vão continuar com Alckmin na dianteira. O Lula não gosta de Mercadante. Ele é candidato não falta de outro. O número de cidades do PSDB e coligados foi o mais alto dentre todos os Estados, mesmo assim o "sorteio" ainda favoreceu o PT.


No Rio Grande do Sul faltou óleo de peroba para a cara pau da turma, tchê. De 44 cidades visitadas 40 foram "sorteadas" para o PT ou coligadas e apenas 4 para o PSDB ou coligados. Não é para menos que a Dilma tenha crescido no RS e Zé Serra encolhido.


Vamos passar para uma análise comparativa entre a pesquisa do Datafolha e a do Ibope. Você vai notar que a estratégia da conspiração é a mesma: o cenário criado por "sorteio". Incialmente, por região.

Na pesquisa do Datafolha o PT e coligados ficaram com 23 cidades e o PSDB e coligados apenas 8. Na do Ibope foram 17 para o PT e coligados e apenas 7 para o PSDB ou coligados.Vá observando esses números e comparando com os percentuais de cada.


Placar das cidades definidas por "sorteio" na Região Nordeste pelo Datafolha: 83 PT ou coligados e somente 25 PSDB ou coligados. No Ibope 38 x 9.


93 cidades do PT ou coligados contra apenas 41 do PSDB ou coligados na do Datafolha. Já o Ibope não deixou por menos "sorteou" 53 para o PT e coligados e 18 para o PSDB e coligados.


O PT ficou com 79 cidades no "sorteio" e o PSDB com apenas 19 na pesquisa do Datafolha. No Ibope o sorteio apontou o placar de 24 para o PT e apenas 5 para o PSDB.


Destacamos agora alguns Estados, sem os percentuais, porque o Datafolha não divulgou.

 

Na Bahia foram 35 cidades para o PT e coligados pelo "sorteio" do Datafolha e somente 9 para o PSDB e coligados. O Ibope "sorteou" 8 cidades para o PT e apenas 3 para o PSDB ou coligados.


Na terra de Jesus, o Datafolha cravou por "sorteio" 29 cidades para o PT ou coligados e apenas 9 para o PSDB. O Ibope, para não ficar atrás e não irritar um Deus, já havia escolhido 7 para o PT e coligados e apenas 2 para o PSDB ou coligados.


Para não perder os encantos cariocas, o cenário criado por ambos os institutos é bem original. No Datafolha foram 23 para o PT e coligados e somente 5 para o PSDB e coligados. E o Ibope escolheu por "sorteio" 13 cidades do PT e coligados contra apenas 1 do PSDB ou coligados.


40 para o PT e coligados e somente 12 para p PSDB ou coligados no Datafolha em Minas. Ibope, por "sorteio" escolheu 15 cidades para o PT e somente 3 para o PSDB ou coligados.


No Rio Grande do Sul foi vergonhoso. O Datafolha escolheu 40 cidades do PT e coligados e apenas 4 do PSDB e coligados.

O Ibope escolheu 13 cidades do PT e coligados e NENHUMA do PSDB ou coligados.
É aquela história da fila do sorvete no shopping. Chega um elemento com uma prancheta e pergunta:
– O que você faz aqui?
– Vou tomar sorvete.
– E você?
– Vou comprar um sorvete.
– E o senhor?
– Também.
– A senhora?
– Idem.

Deu pra entender? É uma simples questão de cenário. Você cria o cenário para o resultado que o freguês desejar.


Em São Paulo, o Datafolha escolheu 26 cidades do PT conta 22 do PSDB e o Ibope 22 para o PT e 14 do PSDB. Eles estão alterando aos poucos o resultado de São Paulo porque aqui não é fácil maquiar resultados.


Eu concordo com a posição do candidato Zé Serra quando ele diz que não comenta pesquisas. Ele está correto. Quem tem que comentar pesquisas é o presidente do PSDB, partido líder da coligação, e coordenador da campanha tucana, senador Sérgio Guerra. A mim não convence ele dizer que o resultado foi desfavorável porque a entrevista do Zé Serra no Jornal Nacional não foi avaliada pela pesquisa.

Eu tenho a impressão que o senador ainda não se deu conta de que estamos numa guerra. E o inimigo não brinca em serviço. Ele é profissional. E não tem meio termo para atingir os seus objetivos.

Esse assunto pesquisa está aqui comprovado que é uma manipulação que objetiva favorecer a candidata Dilma do PT. É um crime tipificado na Lei de Defesa do Consumidor artigos 36 e 66 e da Lei 5047/01. É propaganda subliminar e o consumidor está sendo enganado pela divulgação de números falsos e com isso estaria sendo induzido a votar nesta candidata ou mesmo estaria sendo projetado um resultado futuro tendo em vista a fragilidade da segurança do nosso sistema de votação.

Vejam acima a comprovação. Em que lei da probabilidade esses dois institutos de pesquisas se basearam para, através de um sorteio, escolherem a maioria de cidades petistas ou de coligados? Tem algum matemático online para me responder?

É por isso que digo que DATAFOLHA, IBOPE, SENSUS, VOX POPULI são farinha do mesmo saco. Fazem parte de uma conspiração. Se o PSDB não tomar as devidas providências agora, a situação vai piorar ainda mais.

Não pensem que o horário eleitoral vai reverter a situação porque não vai. Não é questão de convencer o eleitor. O eleitor está convencido, mas pode mudar de opinião pela influência das pesquisas. A questão é de convencer as autoridades de que um crime está sendo cometido.

Clique para acessar a relação de cidades.

Written by Abobado

17 de agosto de 2010 at 01:23