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Essa corja tem de ser esmagada – Vereador do PT suspeito de matar torcedor é preso

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Raimundo César Faustino, conhecido como Capá, é acusado de homicídio, rixa qualificada e lesão corporal por se envolver em briga de torcidas organizadas que matou torcedor palmeirense

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira o vereador petista Raimundo Cesar Faustino, de 41 anos, em Francisco Morato, cidade da Grande São Paulo onde ele cumpre mandato parlamentar. Faustino é suspeito de espancar e matar o torcedor palmeirense Gilberto Torres Pereira, morto na última quarta-feira com diagnóstico de morte cerebral — a vítima ficou internada durante três dias por traumatismo craniano. O vereador foi indiciado por homicídio, rixa qualificada e porte de arma branca. Outros dois torcedores corintianos e quatro palmeirenses estão presos por envolvimento na briga. Faustino nega ter participado do confronto.

O delegado da Seccional de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, Cosmo Stikovics Filho, afirmou que o vereador — foragido há dois dias, quando teve a prisão preventiva decretada — estava escondido na casa de conhecidos. “Nós o capturamos depois de fazer um levantamento de vários locais onde ele poderia estar”, disse.

Nesta segunda-feira, o Partido dos Trabalhadores informou que suspendeu por sessenta dias o vereador e mais dois filiados que estavam na confusão, Leonardo Gomes dos Santos e Gentil Chaves Siani. “Os indícios que existem hoje são suficientes para a suspensão. Não temos tolerância para violência e não vamos compactuar com qualquer tipo de agressão”, disse, em nota, o presidente do PT no Estado de São Paulo, Emídio de Souza. O comitê estadual do partido também autorizou que o caso fosse encaminhado à Comissão de Ética do PT, que terá sessenta dias para investigar o ocorrido e tomar outras providências.

Conflito

Na manhã de 17 de agosto, integrantes de torcidas organizadas —  a corintiana Gaviões da Fiel e a palmeirense Mancha Verde — entraram em conflito próximo a uma estação de trem em Franco da Rocha. Os palmeirenses se dirigiam ao Estádio do Pacaembu, onde assistiriam ao clássico contra o São Paulo, e os corintianos voltavam de uma festa na quadra da Gaviões. Durante o confronto, seis pessoas foram presas. Apesar de ter sido identificado pelos policiais como um dos agressores, o vereador conseguiu fugir do local. Segundo o Boletim de Ocorrência, o palmeirense Gilberto Torres Pereira foi agredido com um bastão de madeira e encontrado caído na rua. Ele foi internado e morreu três dias depois.

_capah_cabdidato_assassinoConhecido como Capá, Faustino cumpre o segundo mandato como vereador em Francisco Morato. Nas eleições deste ano, ele se candidatou a deputado estadual pelo PT. Nas imagens de campanha divulgadas por sua página no Facebook, o petista aparece vestido com roupas da torcida organizada e com o seguinte slogan: "Gavião vota em Gavião". Segundo o seu perfil publicado na Câmara Municipal de Francisco Morato, ele é filiado ao PT desde 2002.

O vereador também foi flagrado por imagens de câmeras da televisão desferindo um golpe contra um policial no jogo entre Corinthians e Vasco, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, em agosto de 2013. Por causa da agressão, ele foi impedido de entrar em estádios brasileiros por noventa dias. De acordo com o seu blog, que é mantido por sua assessoria, Capá é membro do Conselho Deliberativo da Gaviões da Fiel.

Veja online

O (explosivo) braço político do PT no mundo dos perueiros

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Ex-líderes de perueiros, os irmãos Senival e Luiz Moura consolidaram uma base estratégica de votos para o PT na Zona Leste de São Paulo. Mas o ativo, agora, pode se tornar um fardo eleitoral

PETRALHAS CARGA PESADA
O deputado Luiz Moura e seu irmão, o vereador Senival Moura: a explosiva base do PT na Zona Leste de São Paulo

Os irmãos petistas Senival Moura, vereador em São Paulo, e Luiz Moura, deputado estadual, começaram o ano com planos eleitorais ambiciosos. Com base política em expansão na Zona Leste da capital paulista, consolidada com o apoio de cooperativas de perueiros, a dupla planejava uma vaga para Senival na Câmara dos Deputados, em Brasília, renovar o mandato de Luiz Moura na Assembleia Legislativa e deixar como representante do clã na Câmara Municipal o novo aliado Vavá dos Transportes — eleito pelos condutores de ônibus. Tudo isso com o aval do líder Jilmar Tatto, deputado federal e atual secretário municipal de Transportes. Há duas semanas, entretanto, o projeto dos Moura começou a ruir. No auge de uma greve-surpresa de motoristas e cobradores de ônibus que travou São Paulo, veio a público a informação de que Luiz Moura havia sido flagrado por policiais em uma reunião com sindicalistas na garagem de uma cooperativa na qual também estavam dezoito membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apuravam os ataques incendiários a ônibus na cidade.

Integrante da corrente PT de Lutas e de Massas, Luiz Moura foi eleito com 104.705 votos em 2010. Ex-líder dos perueiros, é um velho conhecido da Justiça: ex-assaltante, escapou da cadeia em 1993 e passou dez anos foragido até ser levado ao Partido dos Trabalhadores pelas mãos do irmão Senival. Nas últimas semanas, tornou-se um fardo eleitoral para o partido. Em comunicado aos militantes, a tendência petista Articulação de Esquerda tratou do assunto com as seguintes palavras: “Este caso tem potencial explosivo, pois se trata de uma acusação relacionada ao crime organizado”. O grupo avaliou que o PT não poderia “ficar na defensiva”. Dias depois, a Comissão Executiva do PT paulista, articulada com as correntes internas e o comando do Diretório Nacional, rifou a pré-candidatura de Luiz Moura à reeleição ao suspender sua filiação por sessenta dias. Ele não poderá participar da Convenção Estadual, na semana que vem, quando o partido distribuirá as legendas aos candidatos em São Paulo.

Acuado, Luiz Moura parou de participar de agendas públicas e tem faltado às aulas do curso de Direito, segundo colegas da Universidade Cruzeiro do Sul, na Zona Leste. Reservadamente, fez correr o recado que ameaça reagir: vai à Justiça contra a suspensão e rejeita devolver o mandato ao PT, caso seja desfiliado. Ouvido no Diretório Estadual por uma hora, Luiz Moura "negou tudo" e não quis se afastar por iniciativa própria, segundo um dos presentes. Em pronunciamento na Assembleia, Luiz Moura afirmou que estava na reunião da cooperativa para impedir a greve e que tentam manchar sua biografia: “Querer me atribuir um crime dessa magnitude, me envolver com facção criminosa, é um absurdo. O que estão fazendo comigo e minha família é imoral”. Ele também se mostrou indignado com o presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, responsável pelo processo disciplinar que pode resultar em sua expulsão.

A decisão da cúpula petista tem como pano de fundo, obviamente, a campanha eleitoral deste ano. O partido quer afastar qualquer integrante que represente um flanco exposto. Adotou-se a mesma estratégia que a direção nacional do PT impôs no caso do deputado federal André Vargas (PR), investigado por suposta associação ao doleiro Alberto Youssef. O discurso adotado pelo comando da campanha do ex-ministro Alexandre Padilha ao governo de São Paulo é que, assim como Vargas, Luiz Moura tem um “problema de ordem pessoal”, desvinculado das instâncias partidárias.

Há quatro anos, contudo, um cálculo igualmente pragmático fazia de Luiz Moura um candidato ao qual diversos figurões petistas queriam se associar, a ponto de doarem a ele, por meio dos respectivos comitês, recursos e material de campanha estimados em quase 275.000 reais. Na lista, aparecem os nomes de Jilmar Tatto, os ministros Marta Suplicy (Cultura) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), os mensaleiros João Paulo Cunha e José Genoino, e os deputados federais Arlindo Chinaglia, Cândido Vaccarezza, Carlos Zarattini e Devanir Ribeiro. Ou seja: nas eleições de 2010, nenhum deles julgou inadequado fazer a chamada "dobradinha" ou partilhar material de campanha com o ex-assaltante que tentava se eleger deputado. Além disso, conforme revelou VEJA, a prestação de contas da campanha de Luiz Moura à Justiça Eleitoral contém outro dado revelador: um de seus doadores é o ex-presidiário Claudemir Augusto Carvalho, condenado por furto, roubo e, segundo a polícia, membro do PCC.

Em 2005, Luiz Moura ganhou o perdão judicial depois de fugir da cadeia. Senival já era suplente de vereador e assumiria o primeiro mandato dois anos depois. Em 2008, ele obteve a maior votação do PT para a Câmara Municipal de São Paulo. Internamente, era considerado uma potência para captar votos na Zona Leste de São Paulo. O segredo: Senival comandava uma categoria com enorme capilaridade na região, os chamados perueiros.

Senival filiou-se ao PT em 1989, segundo dados da Justiça Eleitoral. É visto no partido como um militante histórico — ao contrário do irmão, filiado em 2006. Ambos nasceram em Batalha (AL), mas fixaram residência em Guaianases, bairro pobre cercado por loteamentos irregulares e favelas na divisa com Ferraz de Vasconcelos (SP). Senival foi fundador do Sindilotação, entidade que representa perueiros da Grande São Paulo. Ele mantém influência principalmente nas cooperativas Cooperalfa e Transcooper Leste — da qual Luiz Moura é presidente de honra. O setor de transporte alternativo é investigado pela polícia por suspeita de lavagem de dinheiro do crime organizado. Procurado em seu gabinete na Câmara Municipal para falar sobre a trajetória política da família, Senival não retornou contato.

Atualmente, ambos possuem imóveis em outros bairros e atuam como empresários. Senival constituiu em março deste ano a SPM, uma empresa na Zona Leste que tem como objeto social o transporte rodoviário de passageiros em linhas fixas e de cargas, de acordo com dados da Junta Comercial de São Paulo. No fim de abril, o vereador registrou uma nova academia na Zona Norte, aberta com a mulher e os dois filhos. Luiz Moura, por sua vez, possuiu ao menos quatro postos de combustível em seu nome: dois na Zona Leste e dois na Zona Sul. Os postos lucram também com aluguel de espaços para lojas comerciais. Um deles, no Brooklin, vende entre 400.000 e 500.000 litros de gasolina por mês, estimam funcionários.

Copa Senival

Um delegado de Polícia Civil que morou em Guaianases e foi titular do 68º DP de Lajeado, na mesma região, conta que nos relatórios feitos para a Secretaria da Segurança Pública sobre lideranças comunitárias do bairro, o nome de Senival é recorrente. Ele diz que mesmo depois de eleitos, Senival e o irmão cultivaram o contato direto com eleitores e sempre auxiliaram em “carências da população não supridas pelo Estado”.

Senival e Luiz Moura são conhecidos na periferia Leste pela concessão de benesses. A mais recente são cursos de corte e costura oferecidos no recém-inaugurado escritório político do deputado estadual. Senival, por sua vez, organiza há mais de seis anos um torneio de futebol de várzea que reúne cerca de 5.000 atletas amadores. O regulamento proíbe o uso de camisas com o nome de outros políticos. Também não são novos, dentro e fora do PT, relatos de agressividade e truculência por parte de cabos eleitorais da dupla contra os de outros candidatos na região, embora não se fale abertamente sobre o assunto. Na “Copa Senival”, o vereador distribui uniformes e auxilia no transporte dos times de periferia, segundo participantes. Em troca, os irmãos ganharam a fidelidade eleitoral dos moradores de Guaianases e região. Não há uma só eleição em que um Moura capte menos de 11.000 votos nominais em Guaianases — e a influência se espalha para Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, São Miguel Paulista e Ermelino Matarazzo.

Petistas de São Paulo dizem que um dos primeiros caciques do partido a perceber o potencial dos Moura nas urnas foi o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP). Em 2002, ano em que Senival passou da militância ao protagonismo como candidato pela primeira vez, Chinaglia doou 12.000 dos 18.000 reais que Senival declarou à Justiça ter arrecadado. Senival não se elegeu, mas Chinaglia obteve votação histórica em Guaianases: mais de 12.000 votos nominais, quase 10.000 a mais que na eleição anterior. O atual vice-presidente da Câmara dos Deputados não foi localizado por sua assessoria de imprensa.

Chinaglia havia participado da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy, como secretário de Implementação das Subprefeituras. Na prática, as administrações regionais descentralizaram o orçamento da prefeitura — a ideia era aproximar o poder Executivo local das áreas pobres, tanto para investimentos quanto para atendimento de demandas. Atualmente, as subprefeituras são controladas politicamente pelos 55 vereadores paulistanos e alguns deputados estaduais, que indicam chefes de gabinete e supervisores de Esportes, Cultura e Habitação. Não é diferente com os Moura. Eles têm aliados em postos de comando nas subprefeituras de Guaianases e Ermelino Matarazzo.

A dobradinha também funcionou para Jilmar Tatto, atual secretário de Transportes de Haddad. Na eleição de 2010, Tatto aplicou 200.000 reais na campanha de Luiz Moura, em transferência de seu comitê. O resultado foi expressivo: 14.000 votos nominais em Guaianases e 13.000 no Itaim Paulista, quantidades somente superadas pelas obtidas nos seus redutos da Zona Sul, Parelheiros e Grajaú. A relação entre os Moura e Tatto é estreita — o secretário afirma se tratar de um contato "estritamente partidário". Na última sexta-feira, o site de VEJA revelou que um ex-assessor de Senival, réu em processo criminal por receptação e venda de carga roubada, foi nomeado para um cargo na SPTrans, comandada por Tatto. Em nota, a empresa que fiscaliza os ônibus na capital paulista disse ter acionado a Corregedoria Geral do Município para analisar a nomeação do assessor. Mas silenciou sobre quem o indicou.

Em ano eleitoral, os irmãos Moura, agora, podem se tornar uma carga para o PT.

Veja Online

Debilidade mental crônica: Haddad, agora, admite que ação policial não atrapalhou seu programa na Cracolândia

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Prefeito volta a elogiar "parceria" com a Polícia Militar e o governo do Estado depois de ter feito duro ataque à ação policial do Denarc para prender traficantes

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), voltou a dar sinais nesta quarta-feira de que se arrependeu dos ataques contra a ação da Polícia Civil para prender traficantes na Cracolândia, no centro da capital paulista, na semana passada. Após a ação, que terminou em confronto entre policiais e usuários de crack, Haddad adotou um discurso beligerante contra a polícia e disse que a ação sabotava seu programa recém-implantado para viciados. No dia seguinte, o tom já era outro: o petista afirmou que era preciso retomar a "grande parceria" com o Estado. E nesta quarta admitiu: "Não houve prejuízo na continuidade do programa”.

“Estamos há dez dias trabalhando em conjunto para o sucesso dessa operação. [Após o conflito] Nós não perdemos a confiança dos beneficiários. Não houve prejuízo na continuidade do programa”, disse o prefeito ao apresentar um balanço do programa "Braços Abertos" — para ser beneficiado com a hospedagem em um hotel e receber 15 reais por dia, o viciado deve trabalhar quatro horas no serviço de varrição das ruas do Centro.

Haddad também voltou a elogiar a atuação da Polícia Militar: “Trata-se de agir nas duas pontas do processo, no ponto de vista do usuário em relação à sua recuperação, e no trabalho permanente e bem sucedido que a Polícia Militar vem executando com a prefeitura, usando a inteligência para proceder nas prisões em flagrante. Isso só é possível com essa parceria inédita”.

O secretário de Segurança Pública do Estado, Fernando Grella, disse que o atrito entre a administração municipal e o governo estadual está “superado”. Segundo ele, cem pessoas foram presas na Cracolândia em janeiro – 66 detenções foram efetuadas pela Polícia Civil, e 44 restantes pela Polícia Militar.

A prefeitura informou que até agora já cadastrou 370 viciados no programa, mas apenas 53 aceitaram frequentar os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), onde os dependentes químicos recebem tratamento médico para se livrar do vício.

Relembre a nota divulgada por Haddad na semana passada:

A administração municipal foi surpreendida pela ação policial repressiva realizada hoje na região da Cracolândia pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Policia Civil. A prefeitura repudia esse tipo de intervenção, que fez uso de balas de borracha e bombas de efeito moral contra uma multidão formada por trabalhadores, agentes públicos de saúde e assistência e pessoas em situação de rua, miséria, exclusão social e grave dependência química. A “Operação de Braços Abertos” é uma política pública municipal pactuada com o governo estadual, que preconiza a não violência e na qual a prisão de traficantes deve ser feita sem uso desproporcional de força. Agentes da Prefeitura trabalham há seis meses para conquistar a confiança e obter a colaboração das pessoas atendidas. A administração reafirma seu empenho na solução deste problema da cidade e manifesta sua preocupação com este tipo de incidente, que pode comprometer a continuidade do programa. E expressou essa posição diretamente ao Governo do Estado.

Veja Online

Há 50 anos, Nelson Rodrigues constatou que os idiotas estão por toda parte. Maria do Rosário confirma que já são amplamente majoritários no ministério de Dilma Rousseff

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Em maio de 2013, milhares de fregueses do Bolsa Família congestionaram as agências da Caixa Econômica Federal antes do prazo combinado para a entrega da mesada. Também surpreendida pelas correrias daquele sábado estranho, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, sacou da bolsa o Twitter e mandou bala nos suspeitos de sempre: “Boatos sobre fim do bolsa família deve (sic) ser da central de notícias da oposição. Revela posição ou desejo de quem nunca valorizou a política”. Logo se descobriu que a confusão fora provocada pelos próprios gerentes do maior programa oficial de compra de votos do mundo.

Na versão divulgada pelo alto comando da CEF, um diretor afoito ordenara, sem pedir licença aos superiores hierárquicos, que o dinheiro fosse colocado antes da hora à disposição da clientela. Retransmitida em cadeia pelos dependentes da esmola federal, a notícia da antecipação da esmola federal espalhou-se pelo país e conferiu dimensões amazônicas às filas dos beneficiários. As coisas se agravaram quando surgiu a desconfiança de que o presente inesperado era um sinal de que o programa seria encerrado. Simples assim. A oposição não teve nada com isso. Maria do Rosário nem pediu desculpas pela mensagem imbecil. E não demoraria a deixar claro que não tem cura.

Em outubro de 2013, Joselito Müller, editor de um blog humorístico, informou que a ministra, depois de confrontada com um vídeo em que um assaltante é baleado por um policial, tomara as dores do bandido. Colérica com a brincadeira, Maria do Rosário revidou com uma nota oficial beligerante. Além de encarregar a Polícia Federal da “criteriosa investigação e responsabilização dos autores da notícia mentirosa publicada”, a companheira gaúcha “solicitara à empresa que hospeda o site que retire o conteúdo difamatório do ar”.

Como a Polícia Federal tem mais o que fazer, e como o controle social da mídia ainda é só um brilho no olhar da seita lulopetista, os pedidos deram em nada. Mas Maria do Rosário não consegue viver longe das primeiras páginas. Reapareceu em novembro no cemitério de São Borja, para exaltar a exumação dos restos mortais de João Goulart: “A investigação é uma missão de Estado, humanitária, cumprida com total isenção”, caprichou a sherloque empenhada em provar que o presidente deposto em 1964 não morreu de enfarte: foi envenenado por sicários de tiranos brasileiros e uruguaios. Uma proeza dessas não tem preço, informou: “Custa menos do que uma ditadura, porque essa custou vidas, exílio, significou a morte. Estamos valorizando a democracia”.

Jango já foi devolvido à sepultura. Mas é improvável que descanse em paz enquanto a camelô de teorias amalucadas continuar em ação. Neste janeiro, Maria do Rosário confirmou que nada lhe parece tão excitante quanto a aparição de cadáveres que podem ser transformandos em cabos eleitorais. Entusiasmada com a história do jovem gay cujo corpo foi encontrado sob um viaduto no centro de São Paulo, nem esperou que a polícia começasse as investigações para incorporar simultaneamente três personagens: o delegado que identifica culpados em cinco minutos, o promotor que dispensa provas para exigir a punição dos carrascos e o juiz que condena sem sequer folhear os autos.

Maria do Rosário resolveu tudo com outra nota oficial cuja essência é reproduzida a seguir:

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República vem a público manifestar solidariedade à família de Kaique Augusto Batista dos Santos, assassinado brutalmente no último sábado (11/01). (…) “As circunstâncias do episódio e as condições do corpo da vítima indicam que se trata de mais um crime de ódio e intolerância motivado por homofobia. (…) Diante desse quadro, reiteramos a necessidade de que o Congresso Nacional aprove legislação que explicitamente puna os crimes de ódio e intolerância motivados por homofobia no Brasil, para um efetivo enfrentamento dessas violações de Direitos Humanos.

Nesta terça-feira, a mãe de Kaique admitiu que o filho cometeu suicídio, hipótese robustecida por mensagens escritas por Kaique, filmes e depoimentos. Os que embarcaram nas fantasias de Maria do Rosário vão caindo fora da nau dos insensatos. Maria do Rosário continua por lá. E continua ministra. É o Brasil.

Foi Nelson Rodrigues quem constatou que os idiotas estavam por toda parte. Menos de 50 anos depois da descoberta, os cretinos fundamentais são amplamente majoritários no primeiro escalão do governo federal.

Augusto Nunes

Meritocracia na Polícia de São Paulo

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O prêmio à competência é um importante mecanismo de estímulo para que haja trabalho em equipe e, principalmente, para que os bons policiais se sintam verdadeiramente prestigiados por sua dedicação

O governo de São Paulo está no caminho certo ao adotar a meritocracia na segurança pública, conforme o programa recentemente anunciado pelo governador Geraldo Alckmin. De acordo com o plano, os policiais que atingirem determinadas metas de redução de criminalidade receberão bônus de até R$ 2 mil por trimestre.

A medida consta de projeto que foi enviado à Assembleia Legislativa no mês passado e que deve ser aprovado em fevereiro, com efeito retroativo a janeiro — os primeiros bônus devem ser pagos já em abril. "O bônus vem para premiar aqueles que vão além do cumprimento do dever", disse o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.

Segundo o Instituto Sou da Paz, responsável pela elaboração do plano de metas, o modelo resultou de amplo debate com especialistas e "é uma aposta de que é possível reduzir o crime por meio de práticas de gestão que valorizem o policial e enfrentem o desafio da integração das polícias, ao mesmo tempo que profissionalizam e controlam sua atividade cotidiana". Experiências semelhantes, razoavelmente bem-sucedidas, já ocorrem no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Vieira explicou que os indicadores criminais serão divididos em três núcleos estratégicos, que vão compor as metas: crimes "que tiram a vida", isto é, homicídios e latrocínios (roubos seguidos de morte); crimes de "impacto social", como assaltos; e "crimes importantes na cadeia da economia", como roubo de veículos. Este último teve aumento significativo em 2013, atingindo, em novembro, a maior incidência em 12 anos.

Para mensurar os indicadores de atribuição dos bônus, haverá uma divisão geográfica dos resultados. Será aferido o desempenho em todo o Estado, nas regiões de cada unidade policial e, finalmente, nas chamadas "áreas compartilhadas", onde devem atuar, em conjunto, as diversas polícias do Estado.

As metas a serem atingidas, que sofrerão revisão periódica, serão específicas para cada uma dessas divisões e levarão em conta suas singularidades, como perfil demográfico, tipo de localidade (se residencial ou comercial) e incidência da criminalidade.

O sistema de premiação considera os resultados locais e estaduais em conjunto. Por exemplo: o policial receberá o bônus máximo (R$ 2 mil) se fizer parte de uma área que atingir integralmente sua meta e se o Estado também conseguir atingir a sua. O prêmio cai para R$ 1,5 mil se sua área atingir a meta, mas o Estado ficar até 3% abaixo dela. O piso da bonificação é de R$ 250, pago quando tanto o Estado quanto os policiais atingirem apenas dois dos três indicadores que formam a meta.

Se o policial fizer parte de uma das cinco áreas com a maior redução em relação à meta estabelecida no trimestre, receberá outros R$ 3 mil de bônus. Por ano, a premiação pode representar R$ 20 mil a mais na remuneração dos policiais. No caso de policiais de unidades especializadas, o bônus será pago somente conforme o resultado do Estado. Agentes de áreas administrativas e oficiais em postos de comando estão fora do programa de incentivos.

Para o primeiro trimestre, a meta de redução de homicídios dolosos e de latrocínios é de 7%, enquanto o objetivo em relação aos demais crimes é ao menos evitar o crescimento. Haverá desconto progressivo nos bônus se os indicadores de latrocínio crescerem, o que dá a dimensão da importância dada a esse tipo de crime — que, nas palavras do secretário Vieira, "abala demais a sensação de segurança". Também haverá desconto na premiação se houver mortos por ação da polícia, mas a aplicação desse redutor dependerá da avaliação do secretário de Segurança, que levará em conta as circunstâncias de cada caso.

É evidente que apenas o bônus não basta para melhorar o trabalho de segurança pública. Faltam, entre outras coisas, um plano de carreira para os policiais e maior cooperação entre as diversas polícias. No entanto, o prêmio à competência é um importante mecanismo de estímulo para que haja trabalho em equipe e, principalmente, para que os bons policiais se sintam verdadeiramente prestigiados por sua dedicação.

Editorial do Estadão

São Paulo: Governo anuncia contratação recorde para Polícia Civil e Científica do Estado

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Reforço do efetivo faz parte de conjunto de ações estratégicas do programa São Paulo Contra o Crime

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta quarta-feira, 22, a abertura de concurso para contratação recorde de mais de 2.800 servidores para trabalhar na Polícia Civil e um projeto de lei para a criação de 1.865 cargos para a Polícia Científica do Estado. A ação faz parte do programa São Paulo Contra o Crime, que prevê, além das contratações, a criação do Deinter 10 e um convênio com o Instituto Sou da Paz para melhorar a gestão policial. "Faremos uma verdadeira revolução, com aumento de 60% nos recursos humanos da Polícia Técnico-Científica", afirmou Alckmin.

De acordo com o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, serão 129 vagas de delegados, 1.075 de escrivães, 1.384 de investigadores e 217 de agentes policiais. Já na Polícia Técnico-Científica, um projeto de lei amplia o quadro de servidores, criando 1.865 cargos entre peritos, médicos legista, administrativo e auxiliares. O custo da medida será de R$ 170 milhões por ano.

"Essas ações têm vias administrativas de estrutura, basicamente com reforço de recursos humanos, especialmente na Polícia Civil e na Polícia Técnico-Científica, mas mais do que isso, em termos principais, uma ação que é inédita para nós em São Paulo", explicou o secretário.

Reestruturação

Também estão inclusas nas ações estratégicas as reestruturações de dois departamentos da Polícia Civil, o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e Decade (Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas) e a alteração estrutural organizacional do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

Com a reestruturação, o Decade vai ampliar a Deatur (Divisão Especial de Atendimento ao Turista) com vistas à realização da Copa do Mundo em 2014. A medida também irá transferir a Delegacia de Latrocínio do DHPP para o Deic. "Nós queremos evidentemente com essas ações, que se iniciam a partir de hoje, buscar um trabalho ao longo do tempo que represente um enfrentamento maior naqueles crimes que mais impactam na segurança", afirmou Grella.

Parceria

Como parte do Programa São Paulo Contra o Crime, o Governo do Estado firmou parceria com o Instituto Sou da Paz, que desenvolverá um plano de metas para melhoria de gestão e bonificação aos policiais, a fim de reduzir os índices de criminalidade. "Queremos metas bem objetivas para atingir tanto os crimes contra a vida, homicídio, latrocínio, quanto os crimes ao patrimônio, e com o auxílio da sociedade civil", disse Alckmin.

Do Portal do Governo do Estado