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Opinião do Estadão: Vexame de Dilma em São Petersburgo

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A economia brasileira foi muito mais prejudicada pelo protecionismo argentino, a partir de 2008, do que pelas barreiras encontradas nos mercados mais desenvolvidos

O governo petista surpreendeu mais uma vez, conseguiu superar-se e atingiu um novo patamar de incompetência diplomática, ao se alinhar, em São Petersburgo, ao conhecido e desmoralizante protecionismo argentino. Em mais um vergonhoso pas de deux, a delegação brasileira uniu-se à argentina, na quarta-feira, para se opor à inclusão, no documento final da reunião de cúpula do Grupo dos 20 (G-20), de um compromisso a favor do livre-comércio.

Desde a primeira reunião, em 2008, no começo da crise, líderes das maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento têm reafirmado a intenção de evitar novas medidas protecionistas. A atitude brasileira é duplamente desastrada. Além de confirmar a vocação protecionista do governo, pode ser embaraçosa para o novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo.

Eleito para chefiar uma entidade global, com 159 países-membros, ele está proibido, assim como a francesa Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, de agir em nome dos interesses de seu país. Mas nunca deixará de ser lembrado como um diplomata brasileiro, apoiado por seu governo, como todos os concorrentes, na disputa do cargo. Como agirá na administração do sistema comercial, poderão perguntar autoridades de outros países, um funcionário eleito com o apoio de um governo abertamente protecionista? A única defesa de Roberto Azevêdo, diante do embaraço, é a reputação conquistada por seu esforço nos anos de atuação diplomática na OMC.

De qualquer ponto de vista é indefensável a posição brasileira, em São Petersburgo, em relação ao compromisso comercial. As promessas formuladas em reuniões do G-20 nem sempre têm sido cumpridas. Mas a multiplicação de barreiras, nos últimos cinco anos, foi menor, segundo especialistas, do que se poderia temer numa fase de estagnação e até de recessão nos maiores mercados. Brasil e Argentina estiveram entre os campeões do protecionismo, nesse período. Mas nunca haviam chegado a renegar oficialmente, perante a comunidade internacional, a prioridade do livre-comércio de mercadorias.

Brasil, Argentina, Rússia e Ucrânia aparecem com destaque num relatório da União Europeia sobre medidas protecionistas adotadas a partir de 2008. O relatório é especialmente comprometedor quando se refere ao período mais recente. De acordo com o documento, 154 novas barreiras foram impostas entre maio de 2012 e maio de 2013 e o Brasil seria responsável por mais de um terço, seguido por Argentina e Índia.

Nem toda elevação de tarifas contraria as normas internacionais. O Brasil ainda tem espaço para aumentar tarifas, argumenta a delegação brasileira. Mas nem por isso a ampliação de restrições deixa de ser prejudicial ao comércio, especialmente num período de baixo dinamismo internacional.

Curiosamente, a economia brasileira foi muito mais prejudicada pelo protecionismo argentino, a partir de 2008, do que pelas barreiras encontradas nos mercados mais desenvolvidos e mantidas, na maior parte, sem alteração.

As barreiras impostas pelo vizinho continuarão em vigor pelo menos por mais dois anos, como anunciou há poucos dias o governo da presidente Cristina Kirchner. Esse mesmo governo pretende prolongar o regime de comércio administrado para o setor automobilístico. Esse regime foi prorrogado várias vezes, com adaptações sempre ditadas pelos argentinos.

As autoridades brasileiras sempre aceitaram as imposições de cabeça baixa e ainda recomendaram atitude semelhante aos industriais brasileiros. A mesma atitude prevaleceu quando se decidiu suspender o Paraguai do Mercosul para facilitar o ingresso da Venezuela bolivariana.

Também nas negociações com a União Europeia o governo brasileiro se curvou ao protecionismo argentino. Essa é uma das causas principais do emperramento dessas negociações. Em São Petersburgo, no entanto, a diplomacia petista levantou a costumeira bandeira da mediocridade com vigor surpreendente até para os mais pessimistas.

Chávez visita a Rússia e transmite saudações de irmãos Castro a Medvedev

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O presidente da Venezuela Hugo Chávez iniciou a sua visita à Rússia. Hoje teve um encontro com o primeiro-ministro russo Vladimir Putin. Após a reunião Putin declarou que as relações da Rússia com a América Latina serão a maior prioridade de Moscou. Não é estranho, tendo em conta que em relação às  atividades da Rússia em conflito militar com Geórgia, só os países latino-americanos (Cuba, Nicarágua e Venezuela) a apoiaram com toda firmeza.

Putin propôs a Chávez a cooperação na área de energia nuclear. "Estamos todos prontos para considerar a possibilidade de operar na esfera da energia atômica pacífica", disse Putin .

Putin anunciou um empréstimo de US$ 1 bilhão à Venezuela para que o país latino compre as armas russas e comunicou que a Gazprom – companhia de gás russa – está pronta para começar a explorar hidrocarbonetos na costa venezuelana no final de outubro. "Estou muito contente de informar que está planejado o lançamento da primeira torre de perfuração da Gazprom para o fim de outubro", declarou.

A aliança militar entre a Rússia e TU-160Venezuela se fortalece. A Venezuela  já comprou caças de combate, tanques e rifles gastando cerca de 4,2 bilhões de dólares. Há pouco os bombardeiros russos Tu-160 regressaram do país latino, da base militar da qual realizaram os vôos de patrulhamento.

"Eu não posso deixar de agradecer você pela cordialidade na recepção da equipe de nossos aviões bombardeiros estratégicos que passaram vários dias na Venezuela", disse Putin a Chávez.

Chávez, por sua vez, disse considerar que a manutenção de relações mais próximas entre Caracas e Moscou ajudará a fortalecer um mundo multipolar.

É obvio , que o governo russo, enfim, chegou à conclusão que a melhor maneira fazer parar os norte-americanos na sua atividade anti-russa perto das fronteiras russas é dirigir atenção dos EUA às regiões da sua influência tradicional na América Latina.

Nesta sexta-feira Hugo Chávez terá um encontro com o presidente russo Dmitri Medvedev na cidade de Orenburgo, nos Urais. Segundo a informação oficial, serão discutidas as questões da cooperação econômica, principalmente, de setores energético e mineiro.

Segundo um porta-voz do Kremlin em projetos desenvolvidos na Venezuela além da Gazprom, participarão Lukoil, TNK-BP, (ambas petrolíferas) Alumínios de Rússia, Vnigaz (de gás), RusKaolin, Rasnoimport (os metais não ferrosos). E em perspectiva se prevê a execução de projetos conjuntos relacionados com infra-estrutura rodoviária e transporte aéreo. O porta-voz disse que a postura da Rússia e Venezuela em muitos aspetos é próxima ou coincide. Hugo Chávez transmitiu saudações a Medvedev dos dirigentes de Cuba, Pedro_o_grandeFidel Castro e Raul Castro.

O cruzador nuclear "Pedro, o Grande" o principal navio da Frota do Norte, o navio anti-submarino "Almirante Chabanenko", o reborcador "Nikolai Chikin" e o navio cisterna "Ivan Búbnov seguem nos próximos dias para Venezuela para participar de manobras militares conjuntas. Pravda.Ru

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26 de setembro de 2008 at 12:21

Publicado em Hugo Chávez

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Chávez se reunirá com presidente russo na quinta-feira

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chavez_Medvedev

A reunião entre os presidentes venezuelano, Hugo Chávez, e russo, Dimitri Medvedev, acontecerá na quinta-feira (25) no sul da Rússia, perto da fronteira com o Azerbaijão, afirmou nesta terça-feira o presidente sul-americano.

"Irei me reunir com o presidente Medvedev no sul da Rússia, perto da fronteira com o Azerbaijão, onde ocorrerão manobras militares. Vamos nos encontrar para trocar idéias", afirmou Chávez em declarações por telefone à rede estatal de televisão venezuelana.

Chávez se encontra na China desde segunda-feira e seguirá viajem para a Rússia amanhã, em um tour internacional que também inclui França e Portugal.

A visita de Chávez à Rússia acontece logo depois de uma frota de navios russos ter partido de sua base no Ártico com destino à Venezuela, onde realizará manobras conjuntas em um exercício militar sem precedentes desde o fim da Guerra Fria.

Sobre esse assunto, Chávez afirmou que a partida da frota russa ao Caribe não representa "um anúncio de guerra, mas sim de paz". "Cada um toma suas medidas de proteção (contra os Estados Unidos)", afirmou o presidente venezuelano.

Exercício militar

A Frota do Norte inclui a nau capitânia, o cruzador lança-mísseis de propulsão nuclear Pedro, o Grande, o destróier Almirante Chabanenko e navios de escolta, segundo a marinha russa.

A frota militar russa deverá chegar às águas territoriais da Venezuela em novembro ou dezembro. Essas manobras, inéditas no Caribe desde o fim da Guerra Fria, serão realizadas em uma região próxima aos Estados Unidos – considerada há um século como zona de influência americana – e no momento em que as relações entre Moscou e Washington estão abaladas pela intervenção russa na Geórgia, no início de agosto.

O Exército russo invadiu a Geórgia para defender os separatistas pró-russos da Província da Ossétia do Sul, que havia auto-declarado independência nos anos 1990 e cujo controle os militares georgianos tentavam retomar. Os conflitos duraram quase um mês e a ofensiva Rússia foi alvo de ampla condenação no Ocidente.

Em setembro, dois bombardeiros russos TU-160 permaneceram por uma semana na Venezuela para realizar "vôos de treinamento", no que Chávez chamou de "advertência" aos Estados Unidos. Folha Online

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24 de setembro de 2008 at 01:30

Publicado em Mundo

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“Pedro, o Grande” zarpa rumo à Venezuela

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kirov

Uma força-tarefa russa zarpou hoje, com destino ao Oceano Atlântico, a fim de participar de exercícios navais conjuntos com a Marinha de Guerra da Venezuela, em novembro, disse um porta-voz da Marinha Russa.

“Uma força tarefa da Frota do Norte, que compreende o cruzador nuclear Pyotr Velikiy,  o destróier Almirante Chabanenko e navios de apoio, deixou a base de Severomorsk no início da segunda-feira, para realizar exercícios de treinamento no Atlântico,” afirmou o capitão Igor Dygalo.

O Pyotr Velikiy é um cruzador da classe “Kirov” (foto) de propulsão nuclear, equipado com mísseis antinavio de longo alcance SS-N-19 “Shipwreck”. O navio possui autonomia praticamente ilimitada e também é equipado com cerca de 500 mísseis superfície-ar de diferentes tipos, e um grande número de outras armas.

Dygalo disse que, durante o desdobramento, os navios de guerra russos vão participar de exercícios navais conjuntos com a Marinha de Guerra Venezuelana, entre 10 e 14 de novembro, de acordo com o programa de treinamento de 2008, a fim de expandir a cooperação militar com marinhas estrangeiras.

“Durante o exercício, navios e aeronaves vão praticar manobras coordenadas, busca e  salvamento, e comunicações”, disse Dygalo. Agência RIA Novosti

Written by Abobado

22 de setembro de 2008 at 20:09