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Odeio petralhas | Raça de sangue ruim; corruptos, bandidos, oportunistas, picaretas, malandros…

Posts Tagged ‘Taxa de juros

Que maravilha: É hora de poupar, não de consumir, sugere Tombini

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Tombini: "Se quiser moderar o consumo presente para consumir mais à frente, este é o momento de fazê-lo"

Acenando com a adoção de novas medidas de restrição ao crédito, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, mandou ontem um recado aos consumidores: adiem os gastos e aproveitem a alta de juros para poupar. A sugestão veio um dia depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou empresários a colaborar para que a inflação retorne a 4,5% ao ano.

Já preparando o terreno para a chance de o IPCA (índice oficial de inflação) estourar em breve o teto da meta definida pelo governo (6,5%) no acumulado de 12 meses, Tombini destacou que o objetivo para o BC é cumprido no ano-calendário, ou seja, de janeiro a dezembro.

"Se quiser adiar o consumo, moderar o consumo presente para consumir mais à frente, este é o momento de fazê-lo, pois o rendimento das aplicações financeiras está em elevação, em função da política monetária", disse Tombini, que participou de audiência pública de várias comissões do Congresso Nacional.

"Também é um aspecto importante não só olhar o sistema financeiro apenas pelo lado do crédito, mas também como oportunidade de investimento financeiro, em particular em um momento em que a remuneração dos investimentos se eleva", acrescentou, destacando que o processo crescente de bancarização dos brasileiros aumenta a eficácia da política monetária.

Além desse efeito de substituição de consumo por poupança, a alta de juros também afeta a economia pelo crédito (os financiamentos ficam mais caros) e das expectativas do setor privado (que vê o BC atuando e, com isso, fica menos disposto a fazer remarcações).

Ele reafirmou o discurso da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre papel prioritário da taxa básica de juros (Selic) no combate à inflação. "Nunca abdicamos da Selic." Mas ele também destacou a importância das medidas macroprudenciais (que restringem o crédito) nesse trabalho. E indicou que novas ações podem ser adotadas.

"Não abandonamos as medidas macroprudenciais doravante. Vamos usar as medidas macroprudenciais, que também têm efeito no mercado de crédito, que é parte relevante da economia." Ele afirmou que as medidas já começaram a fazer efeito e disse acreditar que o crédito crescerá este ano no nível considerado adequado pelo BC (entre 10% e 15%, abaixo dos 20% observados nos últimos 12 meses). "Há um esforço articulado em várias frentes no combate à inflação."

Segundo o ministro, desde o fim de março o BC sinaliza a ideia de um ciclo de aperto monetário mais longo, mas com ritmo menor de alta dos juros. Ele reiterou que o BC trabalha para garantir que a inflação retorne ao centro da meta (4,5%) em 2012, mas ressaltou que os efeitos das medidas não são imediatos.

Câmbio

Tombini afirmou que a valorização cambial tem ajudado "um pouco menos" o governo no combate à inflação. E deu ênfase à necessidade de se moderar os fluxos de capitais ao Brasil de modo a evitar uma expansão excessiva do crédito e um combustível extra à alta de preços.

"Alguns fluxos cresceram muito, e muito rapidamente, gerando preocupação sobre seu impacto inflacionário e sobre o risco de instabilidade financeira, no momento em que a situação melhorar lá fora e eles (os recursos estrangeiros) saírem do Brasil. O BC está monitorando e procurando minimizar esses riscos." Estadão Online

Em de dezembro de 20009, Lula incentivou o brasileiro a gastar

O preço do populismo: Governo enfrenta dificuldade para cortar gastos e já adia despesas

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O governo da presidente Dilma Rousseff já começou a definir a lista de gastos a adiar para pôr em prática o prometido aperto fiscal. Diante das dificuldades para decidir onde será aplicado o corte de R$ 50 bilhões, a ordem nos ministérios é "postergar despesas", fazer contingenciamento na boca do caixa. Um exemplo dessa estratégia é a decisão já tomada de atrasar o pagamento de sentenças judiciais, os chamados precatórios.

Os precatórios de 2011, que são ordens de pagamento da Justiça contra a União e órgãos da administração direta e indireta, somam R$ 7,409 bilhões e serão pagos entre maio e julho. Em 2010, o cronograma de pagamento foi adiado de janeiro para março, abril e maio. Considerando as requisições de pequeno valor (R$ 5,813 bilhões) – sentenças com valores iguais ou abaixo de 60 salários mínimos -, essa dívida chega a R$ 13,223 bilhões.

Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a postergação dos pagamentos é uma ação estratégica legítima do governo diante da necessidade de controle dos gastos neste início do ano. "Não vejo problema. Mas quanto antes colocar em dia melhor porque os encargos com atrasos nos pagamento de precatórios são altos."

O raciocínio é o mesmo de uma empresa com problemas de caixa ou com necessidade de elevar seu superávit ao fim do ano: despesa adiada é recurso poupado. Nessa lógica se enquadram, por exemplo, os concursados já aprovados. Se o governo adia as novas contratações em alguns meses, o Tesouro faz economia na despesa de pessoal.

As discussões com os ministros para fazer os cortes de R$ 50 bilhões ainda não terminaram. Mesmo começando a pôr em prática o adiamento de despesas, a presidente Dilma disse, em recente reunião da coordenação política do Planalto, que não abre mão de chegar a uma poupança dessa ordem e que serão preservadas as receitas orçamentárias para o Ministério da Saúde e para o Legislativo e Judiciário.

Sem desgaste

O Estado apurou que a presidente decidiu preservar os orçamentos do Judiciário e do Legislativo. Isso evita um desgaste considerado desnecessário com os outros dois Poderes da República.

O detalhamento dos cortes no Orçamento deve estar concluído até o início da próxima semana. Os ministros têm apresentado as propostas, mas muitas delas são rejeitadas pelo Ministério do Planejamento.

O governo não trabalha com a possibilidade de receita extra para sustentar os gastos, nem mesmo para a área da saúde. O orçamento do ministério estará fora dos cortes, mas, por outro lado, não receberá um centavo a mais.

Nem mesmo a possibilidade de parlamentares sugerirem a criação de um novo imposto – semelhante à CPMF – será estimulada pelo Planalto. Os governadores defendem a criação de uma nova receita para custear os gastos com saúde, mas terão de intensificar as articulações com o Congresso porque o governo Dilma não quer ser o autor dessa proposta.

O aperto nos gastos tem relação direta com a expectativa do governo de não ser necessária uma alta significativa na taxa de juros para conter a aceleração da inflação. "O corte nos gastos ajuda um pouco", disse um ministro.

O cenário mostra que a inflação está em alta e, sem um tranco na economia, há o risco de o ano fechar com uma alta de preços acima do teto da meta, que é de 6,5%. Estadão Online

O que é spread?

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Spread bancário no Brasil: Como entender essa patifaria, agiotagem e rapinagem no nosso bolso

Entre em um banco e deposite 100 reais em uma caderneta de poupança. O funcionário lhe dirá para retornar daqui a um mês, para receber seus polpudos dividendos, algo como R$ 100,60. Em seguida, ao mesmo funcionário, no mesmo balcão, você pede 100 reais emprestados. Receberá a resposta de que – além de todos os trâmites de cadastro, garantia, ficha pregressa etc. -, deverá pagar, daqui a um mês, algo como 109 reais.

Essa ”pequena” diferença – algo como 15 vezes mais – é o que os bancos e os economistas, ministros, presidentes de bancos centrais, e todos os que funcionam como seus ventríloquos, chamam de spread. Em inglês, para melhor disfarçar, como convêm ao economês.

Mas o que é o spread? Os dicionários falam sempre de algo como ”extensão”, ”propagação”, ”expansão”, no máximo ”pasta para passar no pão”. Nada que possa esclarecer essa estranha mágica de pagar 0,6% e cobrar 9% ao mês e que faz a felicidade dos bancos e propicia os recordes de lucratividade do sistema financeiro à custa de quem não vive da especulação.

Os dicionários de economia esclarecem que spread é a diferença entre o quanto os bancos pagam e o quanto recebem; em outras palavras, o lucro dos bancos. Nenhum investimento permite ganhar tanto, em prazo tão curto, com tanta liquidez e pouco ou nada de imposto – recordemos que investimentos estrangeiros na Bovespa não pagam imposto, ao contrário da cesta básica, de livros etc. Consciência.net

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Written by Abobado

9 de abril de 2009 at 13:04

Política de juros do BC vai na contramão do mundo, diz Aécio

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Na opinião de Aécio o BC brasileiro continua no caminho inverso do que está fazendo o mundo

Banco Central brasileiro vai na contramão do resto do mundo e contradiz os esforços do governo federal para reduzir os efeitos da crise financeira global.

"Eu acho que o Banco Central brasileiro continua no caminho inverso do que está fazendo o mundo" afirmou Aécio, que disputa com o governador de São Paulo, José Serra, outro crítico do BC, o direito de ser o candidato do PSDB à eleição presidencial de 2010.

"Em determinado momento, nós vamos ter que chegar à constatação de que o mundo inteiro está errado ao abaixar as suas taxas de juros para incrementar segmentos importantes da sua economia", ironizou Aécio, em entrevista na sede do governo mineiro.

O tucano afirmou que é apenas "espectador" do cenário econômico nacional, mas ressaltou que espera que o BC reduza a taxa básica de juros, atualmente em 13,75%. Na segunda-feira, levantamento feito junto ao mercado financeiro pelo próprio BC indicou expectativa de queda na taxa Selic que, segundo a pesquisa, chegaria a 11,75% em dezembro. Reuters

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Written by Abobado

13 de janeiro de 2009 at 19:09

BC dos EUA reduz taxa de juros para menor nível histórico

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Veja as taxas de juros em vários países e regiões do mundo – Arte G1

O Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) decidiu nesta terça-feira (16) reduzir a taxa de juros para o menor nível histórico do país.

Com a decisão, a taxa praticada nos EUA agora passa para um patamar flutuante de zero a 0,25% ao ano. Antes desse corte de no mínimo 0,75 ponto, a taxa do país era de 1% ao ano. O Fed também sinalizou que vai manter as taxas "excepcionalmente baixas" por mais tempo.

A redução é mais uma na sequência de baixa que já derrubou a taxa básica dos EUA em quase cinco pontos percentuais em pouco mais de um ano, desde o nível de 5,25% ao ano que prevalecia antes do início da crise financeira no ano passado.

Panorama

No comunicado onde explica sua decisão, o Fed disse "irá empregar todas as ferramentas disponíveis" para promover a volta do crescimento econômico, mantendo a estabilidade dos preços. Entre essas ferramentas, o órgão cita a compra de papéis da dívida hipotecária para desbloquear empréstimos.

O comitê também ressalta que desde o último encontro os dados apontam para uma deterioração nos gastos do consumidor, investimentos e produção. Além disso, os mercados financeiros permaneceram restritos assim como as condições de crédito. "De maneira geral, o cenário para a atividade econômica enfraqueceu ainda mais."

Por outro lado, o Fed nota que a inflação caiu de forma notável. E a expectativa do comitê é de preços ainda menores em função da baixa no valor das matérias-primas e da menor atividade. Portal G1

Comentário: É vergonhoso para o Brasil sustentar uma taxa de juros como esta. E o nosso ilustrado presidente ainda tem a coragem de mandar as pessoas comprarem e se pendurarem no crediário. Baita cara de pau!

Written by Abobado

16 de dezembro de 2008 at 19:43